Não há explicação possível para você não ter ido na Bits Latin America, de novo. Falo de novo porque ano passado não vi lá dezenas ou até centenas de pessoas que deveriam ter ido, pelo menos visitar. Quem sabe participar de um das dezenas de eventos simultâneos, das rodadas de negócio ou mesmo ter até um estande.
 
Ano passado a Bits foi um dos melhores eventos de geração de leads para a minha empresa, Dinamize. E olhem que a gente participa de mais de 100 eventos por ano. Mas, curioso, 80% dos leads que levantamos em 2013 na Bits eram de fora do RS. Curioso mas óbvio.
 
Mas isso é um gigantesco problema para nosso estado. Não existem mercados fortes sem feiras setoriais fortes. Vide os setores de Supermercados, Automóveis, Saúde, Imóveis e etc, etc, etc. O sonho para um estado como o Rio Grande do Sul, no longíquo cone sul brasileiro num país rodoviário e continental é que uma destas mega feiras fosse em... Porto Alegre!
 
Fui consultado quando se decidia para que cidade deveria ir a Bits, sucursal Latina da poderosa feira alemã Cebit. Defendi na época várias qualidades para que ela viesse para cá. E veio. E neste ano me surpreendeu demais. Somente em maio participei pessoalmente de 9 eventos, entre eles o Proxxima no chiquérrimo WTC em Sampa e a E-show, feira espanhola que entrou bombando no Brasil há 3 anos (coincidência) no Transamérica EXPO.
 
Sabem qual dos 9 eventos era o maior e mais cheio de atrações em sua grade ? Disparado a Bits. O mais suntuoso, o mais internacional, o mais cheio  e diverso, atendendo desde a galera de games aos indianos malucos que apareceram por aqui. Para vc que fala mal da Bits, nessa torcida  de caranguejo para o RS perder o evento saiba que foram mais de 700 congressistas, 31 milhões de dólares de negócios projetados para os próximos 12 meses, 240 empresas de 13 diferentes países, mais de 7 mil pessoas visitaram os 4.439 metros quadrados de evento, mais de 453 reuniões de rodadas de negócios entre tantas mais coisas e novidades do evento que eu poderia contar.
 
Mas no mercado de tecnologia gaúcho e entre gaúchos o que eu vi foi muito pouco esforço para ajudar a feira e muita gente falando mal. Impressionante. Deveríamos estar num esforço conjunto incrível para que a feira atinja nos próximos anos mais de 50 mil pessoas e que triplique a área de estandes. Deveríamos querer ser a Expointer da tecnologia. Sem se importar com quem está organizado a feira e muito menos com quem ganha dinheiro desta ou daquela forma. PRECISAMOS DE UMA FEIRA FORTE no Brasil e no RS. E a Bits tá aí. Ponto final.
 
E neste aspecto feiras são um pouco como uma entidade. Ambas não são lugares para se entrar e esperar que algo nos seja dado ou caia do céu. Uma entidade e uma feira são locais que entramos para realizar, para fazer, para ter iniciativa. E assim conquistamos coisas e o próprio mercado. Evoluímos.
 
Eu falo e posso falar porque pelo segundo ano consecutivo tenho estande lá. E decidi colocá-lo porque temos que apoiar este tipo de iniciativa. Mas tivemos excelentes contatos lá e só na feira abrimos 5 novos canais da Dinamize. Temos que estar na Bits. Temos que assumir a Bits. 
 
As 4 fotos foram batidas por mim, em sentido horário o Espaço CIO, com palestras exclusivas e mimos, o espaço Inovação bem no momento em que eram premiadas idéias, com ótimo público, muita torcida e barulho, o impressionante espaço de Rodada de Negócios, que teve mais de 400 reuniões e que ao ir embora no último dia com todos os estandes fechados ainda tinha gente negociando e o lindo auditório somente para Games no terceiro andar e onde falou o carinha do Angry Birds.