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Colunas do Baguete

O analfabetismo avança

O analfabetismo avança

Há um desejo histérico de igualdade em toda a mídia, uma espécie de revival da Revolução Francesa, com ênfase na egalité. A idéia pode ser linda, nobre, digna e justa. Pena que os revolucionários de Paris esqueceram de perguntar aos homens em geral se estes queriam de fato ser iguais. Houve época em que ter mais inteligência conferia status em relação aos demais. Hoje, ser inteligente está perto de ser transformado em crime. Pelo menos é o que se deduz do processo que o Instituto Nacional Contra a Discriminação na Argentina quer impetrar contra um novo site da Internet.
Embaixadoras da Bola

Embaixadoras da Bola

O futebol é mesmo um esporte muito interessante, peculiar.

Além de movimentar "mijones" de dólares, enriquecer atletas, dirigentes, empresários... até namoradas são, depois de um affair com algum astro, lançadas ao estrelato (muito mais por atributos físicos do que intelectuais).

Vejam as Ronaldinhas. Foi só dar um passeio com o astro da Inter de Milão, e lá estavam elas na Playboy, Hebe, Ratinho, Faustão... chega.

A ex-Romário é requisitada para desfiles de moda... Pode?

Pérolas do cinema americano

Pérolas do cinema americano

Não entendi muito bem a origem, mas me diverti bastante. O leitor J.A. Pergolese enviou um mail cuja autoria parece ser de Armando Camoleze Filho, ambos de São Paulo, sobre algumas bobagens (clichês) do cinema americano. Leiam:

Chega de marchar

Chega de marchar

A oposição fala em mais de 100 mil, a Polícia Militar em 60 mil e o governo em 40 mil. A Folha de S. Paulo optou por 75 mil, O Estado de S. Paulo diz "que a manifestação não chegou à metade do número pretendido", enquanto O Globo preferiu apenas registrar os números oficias de cada lado, chamando o protesto de "A marcha dos não-se-sabe-quantos mil".

O Fugitivo - Parte II

O Fugitivo - Parte II

É fantástica a capacidade do cinema norte-americano atual de fazer sempre a mesma coisa. Houve tempo em que refilmagens tinham a pretensão de revisão, ou seja, queriam aparentar estar refazendo a mesma obra para colocar as coisas vistas sob um ângulo diferente. Existem até bons filmes deste tipo, e, para não parecer má-vontade, existem mesmo filmes que são boas revisões de produções anteriores.

O Fogo das Cavernas

O Fogo das Cavernas

Meu pai, P.F.Gastal, o velho Calvero da Folha da Tarde, fundador do Clube de Cinema de Porto Alegre, criador e durante anos presidente do Festival de Gramado, costumava dizer que o cinema é uma espécie de sucedâneo atávico do fogo das cavernas. Como aquele, reúne uma comunidade humana em torno da luz (o fogo ou o reflexo do filme na tela) para sonhar. Para ele, a televisão era a fagulha que os egoístas levavam para casa, mas só o Cinema (assim mesmo, com C maiúsculo) tinha a mesma força expressiva e coletiva do fogo ancestral.