A Santa Casa de Valinhos implementou um projeto com beacons. Foto: Divulgação.

A Santa Casa de Valinhos, localizada no interior do estado de São Paulo, implementou um projeto de identificação e localização dos equipamentos da UTI com o uso de beacons.

Os dispositivos emitem sinais que são captados por antenas conectadas à uma central de controle, responsável por conferir e armazenar os dados em um servidor. 

A iniciativa foi realizada em parceria com as empresas Taggen (focada em soluções de IoT) e Biocam (de equipamento médico-hospitalares). 

Os dados captados são integrados ao sistema Genesis de Engenharia Clínica para que sejam analisados pelo Watson, plataforma de inteligência cognitiva da IBM.

Edson Manzano, superintendente da Santa Casa, explica que o projeto surgiu da necessidade de atualizar o inventário, monitorar os deslocamentos e localizar os dispositivos. 

“O sistema de rastreamento em tempo real dificulta desvios e furtos, facilita a localização dos equipamentos para o atendimento do paciente, diminui alguns custos de manutenção e agiliza as auditorias dos ativos”, destaca Manzano. 

Entre os equipamentos rastreados estão os monitores cardíacos, bombas de infusão e o eletrocardiográfico.

"Os beacons são pequenos dispositivos IoT com tecnologia BLE (bluetooth low energy) que, entre outras funcionalidades, permitem compor soluções de detecção de objetos em ambientes internos a um custo acessível", destaca Werter Padilha, CEO da Taggen. 

Os dispositivos são colocados nos equipamentos médicos e enviam os sinais para leitores (gateways IoT) instalados nas dependências internas do estabelecimento. 

"Os leitores detectam os beacons atrelados aos ativos e enviam essas informações através de uma rede wi-fi para nosso serviço em nuvem responsável por mapear a localização em tempo real de cada objeto no hospital e disponibilizar a informação a administração ou corpo médico com a criticidade e agilidade exigida", esclarece Rogério Ulbrich, CEO da Biocam.

A partir dos resultados obtidos, o hospital prevê ampliar o projeto de monitoramento e localização. O objetivo é instalar os beacons nos equipamentos do Pronto Socorro e do Centro Cirúrgico, acompanhados dos demais recursos técnicos, ainda no começo de 2018.

Com isso, o monitoramento vai alcançar cerca de 100 equipamentos.

"Avaliamos esse projeto de forma positiva e inevitável. As tecnologias de IoT, quando bem aplicadas, são um grande apoio no auxílio a diagnósticos, atendimento de pacientes com mais rapidez e segurança e na gestão. Aqui na Santa Casa também temos um aplicativo em tempo real que permite visualizar o prazo de espera no pronto socorro e receber doações seguras, entre outras facilidades", finaliza Manzano.

A Santa Casa de Valinhos tem 102 leitos ativos e realiza, em média, 450 cirurgias, 800 internações e 10 mil atendimentos por mês no Pronto Socorro.