George Guimarães CEO da SourceLevel. Foto: divulgação.

A SourceLevel, focada em automatização do processo de revisão de código para desenvolvedores e equipes de TI, recebeu um aporte de US$ 45 mil da Poli Angels, composta predominantemente por alunos e ex-alunos da Escola Politécnica da USP.

Fundada em 2019, a startup está incorporada nos Estados Unidos e já havia recebido um aporte de valor não revelado da aceleradora Liga Ventures e de outros executivos individuais.

A empresa é uma spin-off da Plataformatec, empresa de José Valim, criador da linguagem de programação Elixir. George Guimarães, CEO da SourceLevel, também é cofundador da Plataformatec.

Além de vários clientes americanos, fazem parte do portfólio da companhia empresas brasileiras, como Youse, Pipefy, Quero Educação e Fundação Estudar.

Padronizando uma série de analisadores de códigos de programação, a solução da SourceLevel entra no fluxo de desenvolvimento de software que as equipes já têm e extrai dados.

“Por exemplo, se determinado código está correto, se precisa de alterações, todas essas ações e outras para dar insumos às equipes de tecnologia, otimizando o trabalho dos desenvolvedores”, explica George Guimarães, CEO da SourceLevel.

Segundo a empresa, os recursos vindos da Poli Angels foram aplicados em 2019 e já possibilitaram algumas evoluções no negócio.

Agora a plataforma irá atender usuários do GitLab, de desenvolvimento e manutenção de software de missão crítica, e também lançou um novo modelo de cobrança, para que startups e times pequenos de até 10 profissionais de desenvolvimento possam usar o serviço gratuitamente

“A SourceLevel foi escolhida por apresentar uma solução em SaaS, altamente escalável e que atende duas dores que toda empresa e/ou time de desenvolvimento tem, que é a qualidade do software e a produtividade do time de desenvolvedores, já que são profissionais valiosos e escassos”, ressalta Claudio Cohen, cofundador da Poli Angels.

Os investimentos em startups devem continuar ao longo deste ano. Em uma pesquisa recente com 190 integrantes dos grupos de investidores-anjo GVAngels, FEA Angels e a Poli Angels, 50% disseram que a crise não afetou a predisposição de investimento.

Para 10%, a crise gerada pela pandemia do coronavírus inclusive aumentou a disposição. Nos 40% restantes, o ânimo de investimento diminuiu.