Carlos Cunha.

A EMC investiu R$ 1 milhão para começar a produção no Brasil do Isilon Scale-out NAS na planta da Foxconn.

O Isilon é focado no armazenamento de dados não estruturados, podendo ser configurado para atender desde dezenas de Terabytes até mais de 20 Petabytes em um único sistema de arquivo.

De acordo com a EMC, as vendas no Brasil estão em alta. O crescimento no primeiro semestre deste ano foi de 360% quando comparado ao mesmo período de 2013. 

“Por ser um mercado-chave para a EMC, a demanda brasileira por produtos EMC Isilon cresceu a ponto de se tornar indispensável ter uma produção local do sistema”, diz Carlos Cunha, diretor presidente da EMC Brasil.

A linha Isilon é produto da aquisição da empresa de mesmo nome pela EMC no final de 2010 por US$ 2,25 bilhões, de olho no mercado emergente de Big Data.

Os principais segmentos compradores do produto são a área de mídia e entretenimento, óleo e gás, vigilância por vídeo, saúde e outros tipos de empreendimentos que demandem análises de grandes volumes de dados.

Em nota, a EMC Brasil não comenta sobre preços, mas uma motivação tradicional dos fabricantes para iniciar a produção por aqui de qualquer produto de tecnologia é se enquadrar nos  processos produtivos básicos (PPBs) da Lei de Informática para obter isenções fiscais.

A Lei de Informática isenta 80% do IPI para empresas das regiões Sul e Sudeste em troca de uma exigência mínima de fabricação nacional e investimentos em P&D e 4% do faturamento líquido das empresas. 

Em geral, com os descontos as empresas conseguem vender seus produtos entre 15% e 20% abaixo do custo de importação.

Os primeiros produtos EMC fabricados no país foram os sistemas de armazenamento em rede CLARiiON, ainda em 2008, e o high-end VMax e EMC Avamar em 2010.

Para estar de acordo com a Lei de Informática, a empresa inaugurou ao mesmo tempo um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em big no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O prédio da EMC na Ilha do Fundão tem 3 mil metros quadrados, divididos em quatro andares com capacidade para mais de 80 pesquisadores. 

Além disso, integra um Centro de Pesquisa Aplicado, laboratórios de desenvolvimento de soluções e um Executive Briefing Center.

Em 2011, a empresa anunciou investimentos totais de US$ 100 milhões no país.