Ascenty reduz seus preços. Foto: divulgação.

A Ascenty anunciou uma mudança radical na oferta de seus serviços de cloud computing, cortando seus preços pela metade até o final do segundo semestre de 2015 para os contratos firmados a partir de setembro.

Segundo a empresa, a promoção chega para "atender as necessidades e acompanhar a realidade atual do mercado de TI", facilitando o acesso ao serviço da companhia para novos clientes em portencial.

Além de assumir 50% da mensalidade do serviço de cloud até o final deste ano, a Ascenty também está oferecendo às empresas interessadas a possibilidade de testar o ambiente antes da contratação (uma espécie de prova de conceito, ou POC, na sigla em inglês).

Para isso, o potencial cliente receberá login e senha, com o qual poderá acessar o serviço e avaliar a qualidade do serviço oferecido pela Ascenty, antes de assinar o contrato.

Para Marcos Siqueira, gerente executivo de serviços gerenciados da Ascenty, o momento de retração econômica do país fez a empresa buscar novas formas de levar sua oferta para mais clientes.

"Muitas empresas gostariam de contratar um serviço de cloud computing de alta qualidade, segurança e disponibilidade, como é o caso do oferecido pela Ascenty. O objetivo desta promoção é, justamente, facilitar o acesso ao nosso serviço”, acrescenta o executivo.

A manobra da Ascenty em cortar preços reproduz num mercado mais high end a acirrada concorrência em que o mercado de hosting nacional está apresentando.

Empresas como UOL Host, Locaweb e Kinghost anunciaram este ano políticas agressivas de preços e cortes em suas mensalidades, pressionadas pela entrada no mercado de concorrentes como a americana GoDaddy.

No mercado de cloud computing a realidade é um pouco mais complexa, no entanto. O papel de cortador de preços era exercido até pouco tempo atrás pela Amazon Web Services, mas os americanos tem sido sacrificados pela alta crescente do dólar e a decisão do governo brasileiro de cobrar impostos desses serviços.

Players de cloud computing brasileiros tem insistido que essa nova situação deixa os serviços da Amazon bem mais caros do que a contratação de equivalentes nacionais. 

Outra possibilidade é que a Ascenty quer ver os investimentos feitos pela marca do país voltarem mais cedo. A empresa, que conta com quatro data centers instalados no país, captou no final do ano passado um aporte de R$ 325 milhões para ampliar sua atuação no país.

O mais recente investimento da empresa foi de R$ 200 milhões para a construção de um novo data center em São Paulo, com o objetivo de suportar o crescimento da demanda por serviços de dados.

O local, que tem sua inauguração prevista para abril de 2016 será o quinto da empresa a entrar em operação no país e o quarto no estado. A empresa já tem unidades em Campinas e Jundiaí e inaugurará em outubro um centro em Hortolândia.

Outro passo da Ascenty para impulsionar seu crescimento foi dado em maio do ano passado, quando investiu cerca de R$ 200 mil na ampliação de seu programa de canais. A expectativa era contar com entre 20 e 30 empresas que poderiam ampliar de 20% a 25% o faturamento da companhia.