Que tal investir em jovens talentos? Foto: Reprodução

Alguém aí tem o sonho de ter seu dia de Delcir Sonda? Pois a gestora de recursos Polo Capital criou o Polo Clubes. É só ter R$ 1 milhão para participar.

O fundo de direitos creditórios (FIDC) para o Campeonato Brasileiro de Futebol terá um patrimônio inicial de R$ 200 milhões, conforme matéria do Valor.

O objetivo é antecipar aos clubes parte do que a Globo paga pela transmissão do campeonato e ficar com o direito desses recebimentos. Assim, a Globo passaria a pagar ao fundo a parte do contrato renegociada e não mais aos clubes.

O Polo Clubes permitirá que as instituições antecipem um volume maior de recursos e a um custo menor do que o que atualmente deixam com bancos.

A reportagem explica que o fundo da Polo será destinado a investidores "super-qualificados”. A aplicação por pessoa terá de ser, no mínimo, de R$ 1 milhão e a carteira da Polo deve ter, no máximo, 20 cotistas. Os interessados terão que pagar uma taxa de1,20% ao ano sobre o patrimônio – sem valor de ingresso ou de saída.

A informação também dá conta de que a carteira do Polo Clubes não poderá ter, ao mesmo tempo, direitos de mais de 10 clubes. Especula-se que até agora três times já teriam aceitado fazer contrato com o FIDC.

Segundo o regulamento do fundo, os direitos da Globo adquiridos dos clubes pelo fundo da Polo devem ficar limitados a 60% do valor estimado de cada parcela mensal referente à temporada em andamento no momento do contrato e à temporada seguinte; a 45% do valor estimado de cada parcela da terceira temporada posterior à inicial; e a 30% do valor de cada parcela dos direitos referentes da terceira temporada em diante.

Por enquanto, a gestora está impedida de fazer comentários sobre o FIDC. Com o novo fundo, a Polo Capital vai concorrer diretamente com os bancos BicBanco e BMG, nomes constantes neste segmento.

O NEGÓCIO FUTEBOL
Estima-se que o Brasileirão movimente  mais de R$ 1 bilhão. As receitas dos clubes em 2011, excluídas as negociações de atletas, chegaram a R$ 2,7 bilhões. Esse volume representa um salto de 235% ante o que os times arrecadavam em 2003, conforme pesquisa da BDO Brazil.

O levantamento conclui que o valor das marcas dos 17 maiores clubes brasileiros chegou a R$ 5,38 bilhões no ano passado, ante R$ 1,82 bilhão em 2004.