Campus da UFSC em Florianópolis.

Professores da USP e UFSC disponibilizam a partir da segunda-feira, 05, o primeiro MBA online gratuito do Brasil dentro do conceito de MOOC (Massive Open Online Course), no qual universidades compartilham módulos de seus cursos gratuitamente.

O curso, uma especialização em engenharia e inovação, será disponibilizado por meio da plataforma da empresa de tecnologia educacional Veduca e contará com videoaulas gravadas de professores das duas instituições.

O Veduca já tem cursos MOOC em andamento na USP e UNB.

Os candidatos que desejarem, poderão ter acesso a um certificado de conclusão emitido pelo centro universitário paulista UniSEB.

O diploma exige realização de provas presenciais, orientação de professores vinculados à UniSEB e a defesa de um trabalho de conclusão de curso. O custo é de R$ 6 mil.

No Brasil, um MBA on-line de instituições de prestígio, como a FGV (Fundação Getulio Vargas) e o Ibmec, pode custar mais de R$ 15 mil.

No ar desde março de 2012, o Veduca reúne mais de 5.500 aulas, já vistas por mais de 170 milhões de pessoas no Youtube. O portal conta com 16 das principais universidades do Brasil e do mundo, como Harvard, Stanford, Yale, MIT, Berkeley, USP, Unicamp e Unesp.

Desde então, teve cerca de 1,7 milhão de acessos, sendo 900 mil visitantes únicos. Conta com 42 mil usuários cadastrados, e cerca de 26 mil seguidores nas redes sociais.

A empresa começou com capital dos quatro fundadores, e depois de sete meses, recebeu aporte de R$1,5 milhão de reais dos fundos de investimentos Montain do Brasil e 500 Startups, do investidor-anjo Nicolas Gautier, e da Macmillan Digital Education – parte de um dos maiores e mais conhecidos grupos editoriais do mundo, o Macmillan Publishers.

Os MOOCs são uma onda na qual já embarcaram as principais universidades americanas, interessadas em investir em um modelo que permita escalar seu conteúdo para fora das salas de aula e atingir mercados mundiais.

A realidade de plataformas globais de ensino já está mais próxima do Brasil do que parece. A americana Coursera, o maior site do gênero, com 325 cursos - quase um quarto deles na área de TI - tinha  2,8 milhões de participantes em março deste ano.
 
Deles, apenas 27% eram dos Estados Unidos e 41% do resto do mundo, 5% deles brasileiros, mais do que os inscritos de países de língua inglesa como o Reino Unido (4,4%) e Austrália (2,3%) e só atrás da Índia, com 8,8%.