Ricardo Fernandes.

A BMC, multinacional de software para gestão de TI, agregou ao seu canal no país a Globalweb e Multirede, duas empresas sediadas em São Paulo com presença nacional em serviços gerenciados de tecnologia.

São duas empresas médio porte, ainda que tenham mantido um perfil discreto nos últimos anos.

A Globalweb fechou 2014 com um faturamento de R$ 481 milhões e a meta de chegar R$ 1 bilhão até 2017. A última notícia a circular da empresa, no entanto, foi no começo de 2015, quando se tornou público que a companhia buscava um investidor internacional.

Já a Multirede é ainda mais discreta. Sua última divulgação de resultados foi em 2011, quando fechou o ano com R$ 60 milhões.

“É um novo perfil de canal, que é tanto parceiro como cliente, uma vez que pode usar nossas aplicações para gerenciar os SLAs entregues para o seu comprador final”, aponta Marco Fontenelle, diretor de canais e alianças da BMC Brasil.

A BMC vem fazendo uma expansão progressiva no seu canal no país nos últimos dois anos. 

Antes disso, as vendas no país eram todas feitas com exclusividade por meio de dois parceiros locais (a empresa não abre nomes). 

Hoje, com os dois novos parceiros, o número chega a 18, quase que totalmente concentrada entre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Alguns dos maiores parceiros incluem CSC Brasil, Icaro, Inforegis e PBTI. 

Eles respondem por 30% das vendas do país, um número que Ricardo Fernandes, o novo country manager da BMC, acredita que pode chegar até a 50%.

Tanto Fontenelle, ex-ASG, como Fernandes, ex-CA, são contratações recentes da BMC, trazidos para a operação depois do fechamento do capital da empresa, em 2013. Junto com outros executivos, eles tem a meta de colocar a operação brasileira em outro nível.

Isso passa por ampliar a presença da empresa no mercado, tradicionalmente mais restrita aos grandes bancos e empresas de telecomunicações. Organizações como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, TIM, Claro, Vivo e Oi são clientes da BMC.

“A BMC está fazendo uma transformação de fundo, que é falar menos dos nossos produtos e mais de como podemos ajudar a entregar a transformação digital das empresas com automação”, explica Fernandes

Parte disso passou por uma reorganização interna, na qual a BMC do Brasil organizou seu time de vendas por tamanhos de contas e verticais de financeiro, telecomunicações, governo e varejo.

A BMC em nível global tem colocado fichas na América Latina como um todo. A empresa acaba de abrir um centro de suporte focado no mercado latino americano em Guadalajara, no México, a partir do qual vai oferecer suporte em português e espanhol.

Além disso, promoveu nesta semana em São Paulo a segunda edição no país do BMC Exchange, um evento organizado apenas em sete cidades do mundo.

*Maurício Renner viajou a São Paulo para o BMC Exchange a convite da BMC.