A Fnac vai buscar um investidor para aumentar a atuação no Brasil. Foto: Divulgação.

A operação da Fnac no Brasil está balançada. Na terça-feira, 28, o grupo francês Fnac Darty afirmou que havia iniciado "uma busca ativa por um parceiro" para a subsidiária brasileira que poderia "levar ao desligamento no país". No entanto, a filial brasileira da Fnac afirmou nesta quarta-feira, 1, que fica no país.

O comentário feito pela controladora fez parte do documento que apresentou aos investidores os resultados financeiros do grupo em 2016. Nele, a empresa afirmou que a Fnac Brasil passaria a ser classificada como "operação descontinuada".

A empresa no Brasil sustenta que a ideia é buscar um investidor para aumentar a atuação no país. A filial relata que a classificação de "operação descontinuada" significa que a matriz apenas não injetará dinheiro. 

"A operação brasileira precisa ter um tamanho crítico no sentido de ser relevante e reforçar sua posição de mercado. Devido a isso, a Fnac iniciou um processo ativo de busca de parceiro local para continuar e reforçar sua operação no país", diz o comunicado do Brasil.

Em entrevista à Exame, Arthur Negri, presidente da filial brasileira, explica que a Fnac Darty decidiu alocar investimentos diretos apenas para a expansão dos negócios na Europa. Para negócios internacionais, como o Brasil, o capex virá de investidores externos.

“Essa decisão foi demonstrada no balanço como subsidiária descontinuada, respeitando os critérios contábeis definidos pela matriz na França. Não quer dizer que não haverá apoio financeiro, mas que vamos buscar investidores para o desenvolvimento da operação Brasil, que até então crescia apenas por meio de aportes diretos feitos pela controladora”, detalha.

Para ele, a melhora do cenário macroeconômico pode gerar interesse dos investidores. 

“Se não acontecer, estaremos com nossa operação organizada, estruturada e no modelo que temos hoje, mantendo as 12 lojas e o comércio eletrônico e seguindo com a manutenção dos canais de vendas e logística. Ou seja, se não houver investimento externo, não haverá expansão, mas a operação seguirá como é hoje”, completa Negri.

O Brasil representa menos de 2% do volume de vendas total da Fnac. Em 2016, a companhia apresentou lucro líquido de € 54 milhões de euros globalmente, um aumento de 37% em relação ao ano anterior.