A cantaora Iza estrelou campanha sobre a parceria entre TIM e C6 Bank. Foto: divulgação.

A TIM anunciou que está buscando startups das áreas de finanças, saúde, entretenimento e educação para acelerá-las e, em contrapartida, ficar com algo entre 10% e 30% do seu capital.

De acordo com o site NeoFeed, a estratégia da empresa é usar sua base de clientes, que é superior a 50 milhões, para ofertar serviços das startups das quatro áreas aos consumidores. 

Com isso, a operadora de telefonia acredita que pode contribuir com um percentual que pode variar entre 25% e 50% das vendas das companhias.

O plano da TIM é receber uma receita, que não foi detalhada, por conta do incremento das vendas que gerar a partir de seu canal comercial — além de ficar com uma porcentagem da startup. 

“O objetivo é identificar novos candidatos a unicórnios para fazermos parcerias e acelerarmos o crescimento dessas empresas, gerando valor e um resultado positivo e diferente do tradicional”, afirmou Renato Ciuchini, vice-presidente de estratégia e transformação da TIM Brasil, ao site Mobile Time.

A TIM afirma ter escolhido as áreas de fintech, healthtech, edtech e entretenimento justamente porque acredita que são aquelas nas quais há mais sinergia e potencial de desenvolvimento comercial.

Segundo a operadora, cada cliente conquistado em fintechs vale entre US$ 800 e US$ 1 mil. Em healthtechs, o valor varia de US$ 600 a US$ 800. Entre edtechs, de US$ 400 a US$ 600.

Em relação às fintechs, boa parte da base da companhia é desbancarizada e a empresa afirma poder contribuir com meios de pagamentos, além da oferta de serviços de crédito. 

A operadora já tem uma participação de 1,4% no banco digital C6 Bank, em um negócio que inclui oferta de serviços de telefonia e serviços financeiros. Hoje, 45% da base de clientes da TIM tem crédito pré-aprovado.

No caso de edtechs, a empresa está de olho na tendência acelerada pela pandemia e acredita que 4 milhões de alunos devem estar assistindo a aulas online até 2025.

Já em relação às healthtechs, a ideia é focar no uso de inteligência artificial e de big data para a criação de planos de saúde com custos mais baixos.

Na área de entretenimento, a TIM já tem parcerias com players como Netflix, HBO e YoutTube Premium, mas acredita em oportunidades fora dessas empresas internacionais.

A companhia deve investir R$ 13,5 bilhões entre 2021 e 2023. Além disso, a operadora espera a conclusão do acordo com os ativos da Oi Móvel até o fim deste ano. 

A operação de telefonia móvel da Oi foi comprada por TIM, Claro e Vivo em dezembro do ano passado por R$ 16,5 bilhões e, agora, a operação depende do aval da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A TIM vai ficar com a maior fatia de clientes, aproximadamente 14 milhões, e a migração desses consumidores deve acontecer ao longo de 2022.

Outro negócio da operadora é a venda de seu ativo de fibra óptica para um “parceiro estratégico”. A companhia disse que tem quatro ofertas na mesa e deve anunciar em breve um negociação exclusiva com algumas das empresas.

A TIM nasceu em 1995 no Brasil após a divisão das atividades de telefonia fixa e móvel da Telecom Italia. Em 2019, a empresa listada na B3 e na NYSE lucrou R$ 2,04 bilhões.