Sandro Moretti Almeida. Foto: divulgação.

O Departamento de TI (Deinf) do Banco Central, em conjunto com a Cast, desenvolveu um novo sistema de leilão de câmbio para a instituição.

A ferramenta, desenvolvido em Java, com metodologia ágil Scrum, nos frameworks Wicket, Hibernate e Spring, vem sendo estudada desde 2011 e terminou de ser implantada há pouco.

A solução foi criada a pedido do Departamento de Operações Internacionais (Depin) do Bacen, e, segundo o coordenador da Divisão de Relacionamento com Negócios do banco, Marcelo de Almeida Oliveira, é “fundamental para a condução da política cambial do país”.

Pelo sistema, o BC seleciona um grupo de instituições financeiras do mercado de câmbio para participar dos leilões, e as empresas (também conhecidas como dealers) passam a ter interação entre seus sistemas internos e o do Banco Central.

A ferramenta gerencia todas as operações necessárias para controlar o processo de negociação da moeda estrangeira entre o Bacen e os dealers, assim como viabiliza o acompanhamento dos contratos de câmbio e de seus pagamentos até a liquidação.

Segundo Oliveira , antes os procedimentos funcionavam através do Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen), que demandava mais dedicação dos servidores do Departamento de Operações Internacionais (Depin) nas tarefas de registro e acompanhamento das operações.

"Esse projeto surgiu da nossa necessidade de partir para uma plataforma mais ágil e segura, pois o Sistema de Leilão de Câmbio é uma ferramenta muito importante para a política monetária. O Sisbacen era uma plataforma boa e confiável, porém muito antiga", relata o chefe adjunto do Depin, Ariosto Revoredo de Carvalho.

O sistema vem sendo testado há seis meses, e já é usado no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

O projeto também marcou a mudança do atendimento da Cast ao Bacen.

A companhia, que atende o banco há 16 anos, fez a transição do antigo contrato de body shop para um modelo de fábrica de software, orientado a serviço e alinhado à Instrução Normativa Nº 04 do Tribunal de Contas da União (IN 04 do TCU).

“Colaboradores nossos participaram de todo o ciclo do projeto, trabalhando desde o levantamento de requisitos com a área de negócios até o acompanhamento da implantação”, afirma Sandro Moretti Almeida, diretor de Contratos Governo e Finanças da Cast.

Com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais, Ceará e Estados Unidos, a Cast é organizada em três áreas de negócios – finanças, indústria e serviços e governo –, empregando mais de dois mil funcionários.

A empresa é classificada pelo IDC como a terceira maior de serviços de TI do Brasil na esfera governamental, e atende a clientes como Banco do Brasil, Bradesco Seguros, Cielo, Datasus, Petrobras e Proderj, entre outros.