Google, agora com satélites e drones. Foto: divulgação.

O Google está disposto a gastar mais de US$ 1 bilhão em um projeto de uma frota de satélites para expandir o acesso à internet em regiões do planeta que não tem cobertura com fios.

Segundo informação do Wall Street Journal, os detalhes ainda estão bem guardados, mas fontes ligadas à companhia de Mountain View revelaram ao jornal que o programa começará com 180 pequenos satélites de alta capacidade orbitando em torno da Terra em altitudes mais baixas que satélites tradicionais.

O novo programa, que parece uma atualização do projeto Loon - anunciado pelo Google em 2012 - envolve investimentos que podem chegar a US$ 3 bilhões em fases mais avançadas, que incluem a ampliação do número de satélites.

O esforço de levar acesso à rede para regiões de pouca cobertura é uma tentativa do Google de aumentar o seu número de pessoas atingidas, e com isso reforçar sua receita com publicidade. Outras empresas, como o Facebook, também contam com essa entrada de novos usuários.

Inicialmente, o Project Loon anunciou o uso de balões para fornecer conexão de banda larga em partes mais remotas do mundo. No entanto, em abril o Google adquiriu a Titan Aerospace, fabricante de drones movidos a energia solar, com planos de usá-los como roteadores.

Quem também apostou em tecnologia semelhante foi o Facebook, que desenvolveu internamente uma tecnologia de drones para levar conectividade a locais de baixa cobertura.

"Google e Facebook estão tentando encontrar maneiras de alcançar populações até então inacessíveis. Conexões cabeadas tem limitações, e redes de celular funcionam melhor em regiões menores. Satélites tem alcance mais amplo", destacou Susan Irwin, presidente da Irwin Communications, firma de consultoria no setor de satélites.

Segundo analistas, a expectativa é que o Google aposente os balões em favor do uso de drones em paralelo com os satélites, complementando um ao outro. Satélites teriam o alcance mais amplo e os drones funcionariam com sinais mais concentrados em áreas menores.

No entanto, o Google ainda terá que se entender com órgãos reguladores para levar seu sonho adiante, incluindo se acertar com outros operadores de satélite e telefonia, para não interferir com outros sinais. Mas o plano é ambicioso.

"Se o Google for bem-sucedido, poderá trazer uma mudança de ares na forma em que as pessoas irão acessar a internet, desde o terceiro mundo até áreas suburbanas nos Estados Unidos", declarou Jeremy Rose, analista da Comsys, empresa de satélites baseada em Londres.