Rodrigo Parreira.

A Logicalis teve uma receita líquida de US$ 340 milhões no Brasil no ano fiscal 2018, encerrado recentemente, uma alta de 36%, um resultado que coloca a companhia no pequeno clube das companhias de tecnologia com faturamento na casa do bilhão de reais no país.

A margem Ebitda, que mede o lucro antes de antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, foi de 9,5%.

Com o faturamento, o Brasil foi 63% dos resultados totais da América Latina, região na qual a Logicalis fechou com uma alta de 26,8% e uma receita líquida de US$ 537,9 milhões.

As margens e o crescimento da Logicalis no Brasil e na América Latina são bem superiores aos números globais: a empresa registrou US$ 1,56 bilhão em receita líquida no ano fiscal de 2018, um crescimento de 7% frente ao ano anterior, e margem EBITDA de 5,5%.

A América Latina é importante também na contribuição dos lucros da companhia, sendo responsável por 54,5% do seu EBITDA. A região acelerou no ano passado, depois de ter crescido apenas 2,8% no ano fiscal 2017.

Além do Brasil, a empresa está também na Argentina, Chile, Colômbia e México. A Logicalis é sediada na Inglaterra e tem presença na Europa, América do Norte e Ásia.

Entre as razões que levaram ao resultado positivo, estão a retomada dos investimentos por parte dos bancos e operadoras no Brasil, e o crescimento de projetos nos setores de utilities e agronegócio. 

“Os ótimos resultados do último ano fiscal confirmam a assertividade da nossa estratégia, tendo contribuído, inclusive, para um aumento no nosso market share em segmentos tradicionais, como bancos e operadoras”, afirma Rodrigo Parreira, CEO da Logicalis Latin América.

A Logicalis entrou forte no Brasil em 2008, com aquisição de uma participação majoritária na Promon Tecnologia, já na época uma empresa importante, com um faturamento de US$ 140 milhões em 2007. A Promon era a maior parceira Cisco no país.

No ano passado, a empresa comprou adquirir 51% da participação acionária da NubeliU, empresa especializada em projetos de computação em nuvem baseados em OpenStack criada por dois ex-colaboradores do Mercado Livre.