Marcus Edrisse. Foto: divulgação.

Integradora de nome firmado no centro do país, principalmente junto ao setor público, a Cast abriu sua primeira unidade na região Sul, estabelecida em Curitiba.

Já operante, o centro de desenvolvimento da capital paranaense atenderá aos três estados - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para a nova filial a Cast investiu cerca de R$ 600 mil, contando com 45 colaboradores.

A filial abre as portas ao mesmo tempo em que a empresa conquista um cliente de grande relevância no estado: a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), um contrato de R$ 3,9 milhoes/ano, atendendo demandas de TI para operacionalização, controle e gestão estadual na área de saúde pública.

No entanto a expansão rumo ao sul vai além do contrato firmado com a estatal paranaense.

De acordo com Marcus Edrisse, vice-presidente de Negócios Governo e Finanças, a empresa já previa a abertura de de uma nova unidade para prospectar clientes na região desde 2008.

"O contrato com a Celepar, firmado no final de 2012, foi uma feliz coincidência. A ideia de atender o sul já estava há tempos em nosso planejamento estratégico, então juntamos a fome com a vontade de comer", afirma.

Além disso, de acordo com José Calazans, presidente da Cast, a cidade sempre esteve no radar da empresa.

“Em Curitiba, encontramos um mercado efervescente, com crescente demanda, além de infraestrutura e mão de obra qualificada”, comenta.

Quanto à possibilidade de uma nova filial na região - em Santa Catarina ou Rio Grande do Sul - Edrisse desconversa, afirmando que, pelo menos nos próximos anos, a filial paranaense está apta para atender esta demanda.

Embora seja a sétima filial da Cast, que já tem presença em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais, Ceará, Estados Unidos e Argentina, a unidade da Cast no Paraná é o quarto centro de desenvolvimento da companhia - os outros são em Fortaleza, Araraquara e Belo Horizonte.

Edrisse acredita que a nova unidade, em seu primeiro ano, já deve representar de 3% a 5% do faturamento total da empresa, e para 2014, pode chegar a 10% deste bolo.

Em 2012, a empresa teve um faturamento total de R$ 190 milhões. A estimativa para este ano é de R$ 262 milhões.

PÚBLICO E PRIVADO
No sul, o foco no setor público - uma das especialidades na Cast, que tem contratos com grandes como Caixa, Inmetro, governo de São Paulo, além de diversos ministérios - será igualmente divididos com a busca de contratos junto a indústrias e empresas de serviço.

Para Edrisse, a região conta com diversos nomes importantes no segmento industrial, com polos produtivos nos três estados, e que podem se beneficiar das soluções oferecidas pela Cast.

"Contamos com executivos especializados para prospectar clientes nestes segmentos, e já estamos com um pipeline organizado. Acredito que até o final do ano teremos um número consistente de novos contratos", observa.

Na parte pública, a empresa quer emplacar novos contratos no encalço da Celepar, e estuda atentamente os novos editais que aparecem, contando com seus 23 anos de estrada para marcar sua presença.

"Temos uma base histórica e experiência neste segmento, o que já nos qualifica como uma companhia altamente competitiva", destaca Edrisse.

Inclusive, a expansão da Cast tem uma forcinha do governo. Com o apoio da linha Prosoft do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 30 milhões, a empresa investe em infraestrutura, treinamento e P&D.

HISTÓRIA
Criada em 1990, em Brasília, a Cast cresceu baseada na integração de soluções de TI para o segmento público. Em 2000, houve a aquisição da Meta Informática, empresa de Minas Gerais.

Cinco anos depois, a Cast ampliou sua governança corporativa, com a abertura de um escritório na cidade de São Paulo. Em 2007, veio o centro de conhecimento e desenvolvimento de soluções em Araraquara, interior de São Paulo.

O planejamento estratégico, iniciado em 2008, incluiu a transferência da sede da companhia de Brasília para São Paulo, em 2010 e reformulou o posicionamento da companhia, passando a atender as verticais de Finanças, Indústria & Serviços e Governo.