Carlos Castro. Foto: divulgação

A Siemens Enterprise Communications apresenta sua nova arma para competir frente às gigantes de seu ringue de atuação, como Cisco e Microsoft: uma plataforma de integração e colaboração corporativa que vai além da mobilidade e das comunicações unificadas, oferecendo interação com redes sociais e sistemas ERP e CRM.

Em lançamento global, o Projeto Ansible, como foi batizada a nova investida da companhia, tem no Brasil um foco forte na região Sul, onde a empresa atende a cerca de 25 clientes, incluindo nomes como Gerdau, Stemac e RGE.

“Nossa filial Sul atende a Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, e representa 22% do faturamento no Brasil (cujo número não é aberto)”, afirma Carlos Castro, diretor de Marketing de Produtos da companhia. “Somente o Rio Grande do Sul representa 7%”, completa.

Com base no quilate dos contratos atuais, a Siemens Enterprise enraíza sua estratégia de crescimento na região – e no país – na própria carteira.

“Depois disso consolidado, passaremos a um segundo momento, de conquistar os clientes da concorrência”, provoca o diretor.

Se há algum do Sul entre os potenciais primeiros contratos nacionais da ferramenta, a fabricante não revela, mas: por hora, 20 clientes globais testam a novidade, que chega à venda em 2014. Destes, há dois brasileiros, sendo um player de porte do ramo de metalurgia.

O outro é um órgão de governo.

A ideia da plataforma, que roda em nuvem, mas também pode ficar na casa de algum cliente mais desconfiado, nasceu depois que uma pesquisa feita pela Siemens Enterprise Communications mostrou que em 320 grandes empresas, 79% das pessoas trabalham remotamente, mas em 44% delas a produtividade é pouca por falta de acesso a sistemas interativos.

Conforme Castro, a carência desta interação gera “fragmentação das informações” – a famosa bateção de cabeças, em que um não sabe do trabalho do outro e todo mundo acaba por trabalhar demais ou de menos por pura falta de comunicação.

“O Ansible promete resolver várias dessas questões”, comenta o executivo. “Essa plataforma inaugura a unificação das interações, um mercado muito maior do que o de comunicações unificadas”, aposta.

Se é muito maior, imagine-se: conforme dados do Gartner, os gastos corporativos com comunicação unificada, reunindo tele, vídeo e webconferência, subirão dos US$ 16,5 bilhões registrados em 2010 para US$ 18,7 bilhões em 2013.

Já a Frost & Sullivan mostra que o Brasil representa quase 50% do mercado de comunicações unificadas da America Latina, com receita de US$ 726 milhões em 2011, com meta de crescer 60% até 2015.

Outro estudo, este da Transparency Market Research, indica que o setor de UC (do inglês unified communications) tem expectativa de chegar a US$ 61.9 bilhões até 2018.