Zeinal Bava. Foto: divulgação.

Depois de meses de namoro e medidas de sinergia, agora a união se oficializou: a Oi e sua controladora, a Portugal Telecom anunciaram sua fusão, que deve se concretizar em 2014 e originará uma nova empresa, a CorpCo.

A CorpCo será uma  multinacional com cerca de 100 milhões de clientes e permitirá captura de sinergias de cerca de R$ 5,5 bilhões. A Oi será uma subsidiária da CorpCo, que vai incorporar a Portugal Telecom.

Segundo Zeinal Bava, presidente da nova operação, na parte operacional a empresa deve focar em ações específicas em B2B, entrega de qualidade de serviço, além de sinergias de opex, capex e financeiras. Cerca de oitenta destes projetos já foram sincronizados, e a parte de investimentos tecnológicos já foi concluída.

Um deles foi o compartilhamento da tecnologia do novo data center da PT, que fica em Covilhã, a 281 quilômetros de Lisboa, e foi resultado de um investimento de € 90 milhões.

Sexto maior data center do mundo, com 50 mil servidores em 12 mil metros quadrados, com capacidade de armazenamento de dados de 30 petabytes - carga de dados capaz de armazenar 75 milhões de filmes, a estrutura fornecerá poder de computação para serviços em nuvem da Oi, como o SmartCloud para empresas.

Com este injeção de recursos, a Oi pretende impulsionar de vez sua estratégia para sair da difícil situação financeira apresentada nos últimos anos, em que somou uma dívida líquida de quase R$ 30 bilhões. Somente no último trimestre, a operadora fechou com o prejuízo de aproximadamente R$ 130 milhões.

As ações da CorpCo serão listadas no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa, na bolsa de Nova York e na NYSE Euronext Lisbon. Tantos as ações ordinárias quanto as preferencias da Oi agora se tornarão papéis da CorpCo.

Para analistas, a fusão tem tudo para devolver o status de grandeza para a Oi, que amarga o último lugar entre as quatro principais operadoras do país, com um market share de 18,71, atrás da Claro (25,1%), TIM (27,17%) e Vivo (28,67%). As informações são do Teleco.

Para os especialistas, os investimentos previstos vão devolver competitividade à empresa, fechando um ciclo de dificuldades iniciado quando a Oi comprou a Brasil Telecom em 2008.