As eleições de 2014 geraram cerca de 40 apps. Foto: xtock/Shutterstock.com

As eleições de 2014 serviram de inspiração para dezenas de desenvolvedores móveis brasileiros de pequeno, médio e grande porte. Em um levantamento, o Mobile Time identificou cerca de 40 títulos diferentes de aplicativos utilitários relacionados às eleições para os sistemas operacionais Android e iOS. 

A partir de um cálculo conservador, considerando as informações disponibilizadas pela Google Play, o site estimou que esses aplicativos somaram mais de 250 mil downloads ao longo dos três meses de processo eleitoral. Não estão computados os apps de candidatos e partidos, e nem jogos que zombam dos políticos.

Segundo a pesquisa, poucos desenvolvedores pequenos tiveram ideias criativas ou conseguiram melhorar a execução de algo que já existia. Há, por exemplo, vários apps de "cola digital" ou que trazem dados sobre os candidatos simplesmente importados do banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

A maioria desses apps ficou na casa das centenas de downloads. 

Mas há exceções. Uma delas foi o Voto X Veto, que promove uma espécie de teste de compatibilidade política entre o eleitor e os candidatos à presidência e aos governos estaduais, por meio da apresentação de pedaços de seus programas de governo. O app superou a barreira dos 50 mil downloads na Google Play.

Alguns apostaram em pesquisa independentes através dos aplicativos. 

Nessa categoria, um dos destaques é o Boca de Urna, da WBF, que conseguiu passar dos 10 mil downloads na loja do Google. É importante ressaltar que as pesquisas realizadas nos apps não têm validade estatística. Se dependesse dos eleitores do Boca de Urna, por exemplo, o segundo turno seria entre Aécio Neves e Marina Silva, enquanto a presidenta Dilma amargaria um terceiro lugar com apenas 10% dos votos no primeiro turno, de acordo com o placar mais recente.

Há também títulos criados por órgãos governamentais e empresas de grande porte. A Justiça Eleitoral oferece três apps: um com os dados oficiais de todos os candidatos destas eleições; outro para a busca do local de votação; e, por fim, um para acompanhamento da contagem de votos. 

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Espírito Santo e do Mato Grosso, por sua vez, oferecem aplicativos que servem como um canal para que o cidadão denuncie irregularidades eleitorais, como compra de voto e propaganda em locais proibidos.

Entre os meios de comunicação, o UOL foi um dos poucos que apostou em um aplicativo exclusivo sobre o tema, o UOL Eleições, com as últimas notícias e pesquisas sobre o pleito. 

Outro foi a Rede Vitória, grupo de comunicação do Espírito Santo, que desenvolveu um aplicativo de segunda tela para as eleições estaduais deste ano cujo objetivo foi criar um espaço de interação com sua audiência durante a transmissão de debates e sabatinas com candidatos. 

Por fim, o Ibope disponibilizou um aplicativo oficial que informa os resultados de todas as suas pesquisas públicas da campanha deste ano.