Uma noite animada no Workroom, antes da pandemia. Foto: Divulgação.

A KingHost, empresa de hospedagem de sites sediada em Porto Alegre, ajudou o Workroom, um drag bar da capital gaúcha, a criar uma página especial visando arrecadar doações para superar o período do coronavírus, no qual o local está fechado.

Com o site, o primeiro do bar, a Workroom espera promover serviços de entrega, além de novos produtos envolvendo entregas feitas por drag queens ou eventos com capacidade limitada no local.

"No início foi bem desesperador e cogitei fechar o bar. Mas foi com o apoio e conexão de familiares, amigos, parceiros e clientes fidelizados que pude ‘virar a chave’ e pensar mais racionalmente e menos emocionalmente. Pensava que a Workroom precisava agir, então planejei, e continuo planejando, diariamente novas possibilidades de produtos e engajamento. Buscando por essa melhoria que encontrei a KingHost", explica Rodrigo Krás Borges, sócio fundador da Workroom.

O Workroom é inspirado no reality show norte-americano RuPaul’s Drag Race e apresenta shows das chamadas drag queens, como são conhecidas hoje os transformistas dos anos 80.

"Quando a Workroom nos procurou buscando ferramentas que ajudariam a colocá-los no meio digital, ficamos muito entusiasmados em poder proporcionar a presença online a um estabelecimento que faz tanta diferença na cidade e para o seu público", conta Juliano Primavesi, CEO da KingHost.

O engajamento na causa LGBTI+ é parte de uma agenda mais ampla de responsabilidade social na Kinghost, empresa que está entre as maiores do país na área de hospedagem de sites, com 65 mil clientes e foi adquirida no ano passado pela Locaweb, a líder no mercado.

Nesta semana, a empresa abriu vagas de estágio destinadas especificamente para negros e mulheres, um tipo de programa de RH que está se tornando cada dia mais comum entre empresas de tecnologia, começando pelas grandes multinacionais.  

No começo do mês, a empresa aderiu à última tendência no assunto diversidade e decidiu seguir o exemplo de grandes repositórios como o GitHub e excluir termos considerados racistas da sua plataforma, como por exemplo "whitelist/blacklist" na tela do painel de e-mail. Agora, está escrito “liberação/bloqueio de e-mails (remetentes)”.