Graça Foster, presidente da Petrobras. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, já foi informada pelo Palácio do Planalto de que será substituída no cargo. Apesar da informação da Folha de São Paulo ser negada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o Valor também apurou que, até a semana passada, Dilma cogitava demitir a executiva depois que fossem divulgados os nomes de indiciados e denunciados na Operação Lava-Jato.

Segundo a publicação, o movimento seria feito para deixar claro que Graça não estava envolvida nos esquemas de desvios da estatal. 

O Estadão relatou que a presidente da Petrobras se reuniu com Dilma, em Brasília, na tarde desta terça-feira, 3.

Mesmo segurando o cargo de Graça Foster por um longo tempo, a divulgação, na semana passada, de que chegou a ser aventado que a Petrobras deveria baixar seus ativos em R$ 88 bilhões devido a corrupção e ineficiência no planejamento e execução de projetos, pesou na decisão Dilma de tirá-la do cargo.

De acordo com o Valor, as especulações apontam o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles como o nome mais cotado para o cargo.

Outros nomes citados foram Roger Agnelli, que comandou a Vale do Rio Doce por mais de 10 anos; e Rodolfo Landim, ex-parceiro de Eike Batistaque teve passagens pela Eletrobrás e BR Distribuidora.

Gerson Camarotti, comentarista político da GloboNews, relatou que a substituição de Foster será feita quando for encontrado um perfil adequado. 

"Uma decisão de substituição de Graça nunca sairia sem ter um convidado para substitui-la", disse uma fonte do jornalista.