Marissa Mayer não gostou dos resultados. Foto: divulgação.

O momento ruim do Yahoo continua. Nesta terça-feira, 02, a companhia anunciou seus resultados para o ano de 2015, registrando prejuízo de US$ 4,35 bilhões, uma grande queda em relação ao lucro de R$ 7,5 bilhões de 2014.

O número corresponde ao alto gasto operacional que a empresa teve no último trimestre do ano, em que registrou perda de US$ 4,53 bilhões. A receita da companhia mudou pouco de um ano para outro, indo de US$ 4,61 bilhões para US$ 4,96 bilhões.

Para completar, a empresa da CEO Marissa Mayer fechará diversas de suas unidades, incluindo seus escritórios na Argentina e México na América Latina - o escritório em São Paulo não foi listado nos cortes.

No total, a empresa demitirá cerca de 1,7 mil funcionários, aproximadamente 15% de sua força total de trabalho ao redor do globo. Além das unidades em Buenos Aires e Cidade do México, a companhia fechará escritórios em Dubai, Madri e Milão.

De acordo com nota divulgada à imprensa, novos cortes e reestruturações podem ocorrer no primeiro trimestre de 2016. A empresa espera enxugar sua operação para cerca de 9 mil funcionários e menos de 1 mil empregados terceirizados, uma forçca de trabalho 42% menor em relação à empresa em 2012.

Ao chegar nessa marca, o plano a curto prazo do Yahoo é conseguir uma economia de US$ 400 milhões anuais. Para isso, a companhia afirmou também que está explorando alternativas estratégicas, junto com a cisão de seu negócio principal que inclui as unidades de mecanismo de buscas e anúncios digitais.

A multinacional está avaliando a venda de ativos como patentes e imóveis para "engordar" seu caixa, o que pode gerar até o final do ano uma receita de US$ 1 bilhão a US$ 3 bilhões.

De acordo com o mercado de ações, a operação de internet do Yahoo é avaliada a menos de zero, tirando seus ativos que tem na Ásia com o Alibaba e o Yahoo Japan.

A particpação de 15% do Yahoo no Alibaba tem um valor mais apreciado, em torno de US$ 32 bilhões. A fatia de 35% no Yahoo Japan tem uma avaliação de US$ 8 bilhões.

Para os acionistas do Yahoo, uma venda seria uma boa saída para rebater os difíceis últimos trimestres enfrentados. A empresa de Marissa Mayer registrou uma queda de 89% em sua receita nos últimos doze meses.

A batata da CEO está assando na mão dos investidores da companhia de tecnologia. No início do ano, a firma acionista Starboard Value enviou ao conselho administrativo da companhia uma carta com sérias críticas e pedindo a saída da executiva.

Mesmo com o cenário financeiro desfavorável, o Yahoo ainda pode ser atrativos para o comprador correto pelo preço correto, já que a companhia ainda tem número altos de acesso e pode reagir com a estratégia correta, segundo a opinião de analistas.

Com a política de austeridade, o Yahoo pretende reduzir suas perdas no primeiro trimestre de 2016, com uma receita de US$ 1,05 bilhão. Para o ano, a expectativa a empresa é faturar de US$ 4,4 bilhões a US$ 4,6 bilhões, com um lucro ajustado de US$ 150 milhões a US$ 250 milhões.