Não é a toa que as reclamações contra empresas de telecomunicações – telefonia, Internet e TV – são campeãs no Procon. A opinião é da jornalista Gláucia Civa, repórter do Baguete Diário que, depois de solucionar um problema que se arrastou por mais de três anos junto à Brasil Telecom, enfrenta agora uma nova pendenga, desta vez com a NET.

A jornalista conta que em janeiro deste ano entrou em contato com a operadora para ampliar seu pacote de TV a cabo. Na época, acertou com a atendente de televendas a contratação do Combo Total Digital Conforto, ao preço de R$ 199,90 durante um ano, com aumento para R$ 234,90 em janeiro de 2010.
 
No mês seguinte, porém, o primeiro erro da saga: a fatura de fevereiro chegou no valor de R$ 239,77. “Então, liguei para o número de atendimento da NET, 106 21, e informei o ocorrido. Inicialmente, a pessoa do outro lado da linha insistiu em afirmar que o valor era este mesmo, mas depois consultou o histórico do contrato e viu que realmente havia erro”, relata a repórter.

Então, ficou acertado que, como a fatura de fevereiro já havia sido debitada em conta, o valor pago a mais seria descontado na cobrança de março. Além disso, no mesmo dia do acerto a NET voltou a entrar em contato com Gláucia para oferecer-lhe um aumento de velocidade de banda larga. “O atendente ligou para o meu celular e avisou que minha Internet seria aumentada para 6MB inteiramente de graça”, conta ela.  

Porém, no mês seguinte a surpresa: NET-cobrança de R$ 234,80.

“Novamente telefonei para a operadora, relatando toda a situação. Desta vez, o absurdo foi ainda maior: além de cobrar um valor bem além dos R$ 199,90 pelos quais contratei o plano e me avisar que nada do que eu havia acertado na primeira ligação com eles, embora eu tivesse em mãos número de protocolo, estava registrado no sistema, o atendente ainda afirmou que eu havia ligado para contratar 6MB de banda larga, pelos quais estaria pagando R$ 80”, desabafa a jornalista.
 
Depois da tentativa frustrada de resolver a solução junto ao call center da prestadora de serviço, a jornalista apelou para a assessoria de imprensa da companhia, à qual enviou um e-mail pedindo que seu contato fosse repassado para alguma instância competente para solucionar o caso.

Um dia depois deste contato, a Ouvidoria da NET entrou em contato com a repórter.

“Me ligou uma pessoa pedindo mil perdões pelo ocorrido e explicando que devido a erros no contrato, que estariam gerando todas as cobranças indevidas, um novo contrato seria feito, vigorando de março de 2009 a março de 2010”, destaca ela. “Nesta ligação, o novo acordo retomou a cobrança de R$ 199,90 ao mês durante um ano, sendo que a fatura de abril deveria vir no valor de R$ 130,10, ou seja, R$ 199,90 menos os R$ 69,80 cobrados indevidamente nos meses anteriores”, complementa.

Entretanto, não foi o que aconteceu: na quinta-feira, 02 de abril, uma nova cobrança da NET chegou à casa da jornalista, no valor de R$ 178,43.

“Agora chega”, afirma Gláucia, que desta vez voltou a entrar em contato com a assessoria de imprensa da NET, além de contatar a diretoria da regional Sul da operadora, informando o terceiro erro em três meses e pedindo reparação. “É insuportável ter de resolver o mesmo problema todo mês! A NET tem me gerado tanto stress que estou prestes a desistir da operadora, muito embora creia que até isso vá ser difícil, devido à fidelidade exigida nos planos contratados”, desabafa ela.

Depois dos novos contatos, finalmente o problema foi resolvido: uma atendente da Central de Recuperação e Negociação da NET entrou em contato com a jornalista uma hora após a publicação desta notícia, informando que uma nova fatura para o mês de abril, revista e corrigida, no valor de R$ 130,10, lhe seria enviada via e-mail.

"Recebi a nova fatura e, para me garantir, requeri por escrito um compromisso de que a NET me cobrará os corretos R$ 199,90 por mês a partir de maio de 2009. Espero não ter mais de passar por tudo isso", finaliza a jornalista.

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