DBSeller: expansão para o Rio e alta de 75%

03/05/2011 16:32

A gaúcha DBSeller quer aumentar em pelo menos 75% o seu faturamento em 2011.

O impulso para a escalada vem do software livre e-Cidades, solução de gestão que, desde a disponibilização no Portal do Software Público, em 2009, elevou o faturamento em 40%, rendeu 10 novos clientes e atuação em sete estados diferentes.

Na garupa do Linux

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A gaúcha DBSeller quer aumentar em pelo menos 75% o seu faturamento em 2011.

O impulso para a escalada vem do software livre e-Cidades, solução de gestão que, desde a disponibilização no Portal do Software Público, em 2009, elevou o faturamento em 40%, rendeu 10 novos clientes e atuação em sete estados diferentes.

Na garupa do Linux
Entre os novos mercados estão Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rondônia, Pará e Rio de Janeiro, onde um escritório comercial será aberto até julho.

Todo o crescimento, explica Paulo Ricardo da Silva, diretor da companhia, se baseia em software livre.

“Com ele começamos a estender nossa participação em mercados distantes, onde para chegar teríamos que criar parcerias comerciais ou escritórios próprios, com altos investimentos”, diz Silva.

Já com o e-Cidades aberto, a demanda veio atrás do serviço, resume o diretor.

No portal do Software Público, as soluções podem ser baixadas gratuitamente por empresas ou municípios que, segundo Silva, começaram a analisar a ferramenta e buscaram a DBSeller para se especializarem e oferecerem o programa em suas regiões.

Além das migalhas
Voltado para a administração pública, o e-Cidades oferece módulos de gestão contábil, tributária e financeira.

O sistema começou a ser desenvolvido pela DBSeller em 2002, iniciando a comercialização em 2004, com a oferta a municípios gaúchos.

Em 2009, diz Silva, a empresa resolveu “parar de brigar por migalhas” e abriu o programa.

Agora, diz Silva, além de oferecer e implementar o software, a DBSeler trabalha com o treinamento de empresas no e-Cidades em vários lugares do país.

Pequena Uiramutã
Um dos municípios onde o e-Cidades chegou foi a cidade de Uiramutã (RR), de pouco mais de oito mil habitantes e PIB per capita de R$ 6 mil, segundo o IBGE.

“Lá chegamos com uma parceria de Minas Gerais, que implementou o programa”, diz Silva.

O executivo reconhece que dificilmente a empresa chegaria a esse mercado caso trabalhasse no formato proprietário.

Iniciativas de modernização da administração em pequenas cidades por parte do executivo estadual também ajudam, como revela Silva.

“Escolhemos o Rio, por exemplo, porque é perto de Minas e de São Paulo, onde já atuamos, e também porque o governo do estado está incentivando a implementação do software”.

Sem medo de inimigo na trincheira
Conforme o diretor, o modelo rompe com o tradicional formato de comercialização de soluções, em que as empresas vendem soluções e implementações.

No e-Cidades, a implementação pode ser feita por qualquer empresa qualificada, sem prejuízo ou necessidade de troca do sistema ou de dados, uma vez que não há uma licença para o uso do programa.

“Esse é um dos motivos pelos quais trocar software em prefeitura é tão desagradável. As empresas são contratadas, não trabalham direito, e quando a prefeitura quer trocar, tem que fazer uma nova licitação e mudar tudo”, opina.

De acordo com a consultoria IDC, o mercado mundial de programas de código aberto crescerá anualmente 22,4% até 2013. A DBSeller quer pegar carona no avanço.

“É um modelo muito promissor. “A gente entende que na verdade nem tudo é faturamento direto e sim o recebimento dessa contribuição da comunidade. E fica todo mundo independente. Tenho empresas que eram representantes de softwares proprietários e agora estão buscando o livre”, finaliza Silva.

Hoje, a DBSeller conta com 25 clientes, e atua em oito estados.

A empresa não revela o valor do seu faturamento. São 43 funcionários, 13 deles contratados nos últimos dois anos. Outros sete devem integrar a equipe carioca, a partir do segundo semestre.

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fisl: DBSeller quer mais três prefeituras em 2007
A gaúcha DBSeller, especializada em software aberto de gestão para prefeituras, espera fechar contratos com pelos menos três administrações municipais até o final do ano. Com os novos clientes, o total de cidades atendidas no Rio Grande do Sul deve chegar a 12. Guaíba, Osório, Bagé e Alegre são algumas das usuárias das soluções da companhia, desenvolvidas com a trinca PHP, Postgree e PDF.

O foco atual da empresa são municípios que têm entre 40 e 120 mil habitantes.
Prefeitura de Canela escolhe ERP DBSeller
A porto-alegrense DBSeller acaba de assinar contrato com a Prefeitura Municipal de Canela, para a implantação do ERP DBPortal.

O software de Gestão Pública será implementado em todas as secretarias do município da Serra Gaúcha, com população estimada em 40 mil habitantes e 123 km distante de Porto Alegre.
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O e-cidade já está em uso em 15 cidades e será disponibilizado no Portal do Software Público Brasileiro depois do encontro Nacional de Tecnologia da Informação para os Municípios Brasileiros, que acontece em Brasília nos dias  27 e 28 de outubro.
Portal do Software Público terá novas regras
A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento vai criar regras para liberação de soluções, sejam elas públicas ou privadas, no Portal do Software Público Brasileiro.

“Num primeiro momento vamos fazer uma discussão com as áreas de informática do governo e depois faremos uma consulta pública aberta à participação de toda sociedade", informa Rogério Santanna, titular da SLTI.
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A solução é um ERP para gestão municipal que, em parceria com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, tem distribuição gratuita pela Internet.
Portal Público: software livre para controlar ISS

A Portal Público, especializada em softwares para prefeituras, lançou durante o XI Fórum Internacional de Software Livre (fisl 11) a primeira versão do sistema e-ISS.

A solução foi lançada em parceria com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, que disponibilizou o sistema no Portal do Software Público Brasileiro.

Novo Hamburgo migra para software livre

Novo Hamburgo está na fase final de implantação do software de groupware Expresso para 3,2 mil usuários da prefeitura da cidade. Além disso, foram instaladas 1,2 mil cópias da suíte de escritório BrOffice em máquinas de funcionários públicos.

Solis, agora no Portal do Software Público

A Solis, cooperativa gaúcha de soluções livres, lança no Portal do Software Público Brasileiro as ferramentas Gnuteca e Sagu, que estão no mercado desde 2002.

O Sagu consiste em um sistema integrado para gestão acadêmica, a partir do qual é possível obter o histórico escolar e o currículo de universitários. Já o Gnuteca é uma aplicação que atende múltiplas bibliotecas, utilizando um sistema de base integrada.

Dueto: TI para prefeituras para crescer 20%

A gaúcha Dueto Tecnologia, empresa do grupo Datasys e Cetil, projeta crescimento de 20% no faturamento para 2011.

A companhia, especializada em sistemas de informática para o setor público municipal, é a líder de seu mercado no estado, segundo garante o diretor, Rafael Sebben.

Conforme o executivo, hoje a carteira de clientes da Dueto reúne 313 órgãos públicos em mais de 160 municípios gaúchos.