Roberto Gavioli e Rodrigo Conversani.

Tamanho da fonte: -A+A

Rodrigo Conversani e Roberto Gavioli, dois advogados gaúchos, acabam de montar a Vélica, uma corretora que pretende atuar oferecendo seguros para um ativo cada vez mais importante das empresas: TI.

A cobertura oferecida pela Vélica com seguros da AIG e da ACE se desdobra em duas frentes. A primeira combina uma análise do ponto de vista de segurança da informação e é focada na garantia da cobertura de possíveis riscos gerados pelo vazamento de informações ou ataques a redes.
 
“Com projeto em andamento como a Lei de Proteção de Dados Pessoais logo as pessoas jurídicas terão responsabilidade civil sobre suas operações de TI e terão que instalar medidas preventivas”, afirma Conversani, um técnico em mecatrônica formado em Direito.

De acordo com Conversani, só desde 2012 é possível para empresas detentoras de grandes bancos dados, operadoras de comércio eletrônico e entidades de EAD contratar seguros para  danos financeiros decorrentes de perda e restauração de dados, lucros cessantes gerados por interrupção de serviços e outros riscos.

Gavioli cita casos como processos judiciais promovidos por clientes insatisfeitos com o desempenho de soluções, projetos que causaram interrupções na operação de clientes ou orçamentos que estouram, todas situações que podem acabar na justiça e custar milhões para os fornecedores.

De acordo com os advogados, o mercado gaúcho ainda é incipiente para esse tipo de seguro, mas a Vélica já está trabalhando o tratamento do risco digital com duas grandes entidades gaúchas e com uma rede de franquias em São Paulo.

“Fora algumas instituições que já absorvem a matéria, a maioria no mercado gaúcho rejeita a existência da questão, mesmo diante dos gritantes prejuízos”, avalia Gavioli.

A meta é fechar cinco contratos até o final do ano para o chamado ciber seguro e 10 redes de franquias para o sistema focado no segmento.