Eduardo Melzer. Foto: Divulgação

A internet agora fará parte principal das operações do Grupo RBS.

O papel da “nova” mídia fica claro na nova estrutura que a empresa terá, conforme revelado pelo novo presidente executivo da empresa, Eduardo Sirotsky Melzer, que assume nessa terça-feira, 03, o cargo.

Em linhas gerais, explicou Melzer em entrevista ao jornal Valor Econômico, a RBS vai estabelecer uma holding, sob a qual vão funcionar três companhias diferentes: uma de comunicação (TV, rádio e jornal), outra de internet e a terceira de educação empresarial.

Cada uma das companhias terá seus próprios CNPJ, o que deixa claro o grau de independência.

A primeira, que reúne os negócios mais tradicionais, continuará sediada em Porto Alegre, da mesma forma que a holding. A RBS não tem intenção de ingressar na mídia em outras regiões, além do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde está estabelecida.

As demais empresas, cuja atuação não obedece a limites geográficos, terão sede em São Paulo.

Cada empresa terá seu próprio comando.

No caso da holding de internet, quem assume a frente é Fábio Bruggione, egresso da Telefônica.

À frente do braço para internet na holding – que ainda não teve um nome escolhido –, Bruggione deverá comandar todos os negócios digitais da empresa.

Em quatro anos, a RBS adquiriu participações em oito empresas de internet.

Com o movimento, a empresa criou um braço de negócios praticamente do zero, com participações que vão da Predicta, uma consultoria de marketing digital, até a Wine, especializada no comércio eletrônico de vinhos.

A receita com os negócios digitais já faz diferença - a unidade responde, hoje, por 10% da receita líquida, de R$ 1,3 bilhão no ano passado, informa o Valor Econômico.

Na área de internet, as aquisições da RBS têm sido financiadas com recursos próprios e a expectativa é que essa seja a fonte para eventuais novos movimentos.

Segundo o Melzer, a empresa tem recursos para financiar os investimentos mapeados para os próximos dois ou três anos. Em julho do ano passado, a RBS reforçou o caixa com a captação de R$ 300 milhões em debêntures não conversíveis em ações.

“Não somos especuladores, mas estamos sempre atentos às oportunidades de mercado”, disse Eduardo ao Valor.