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A proibição às vendas de novos celulares, imposta às operadoras TIM, Claro e Oi durou 11 dias.

Nessa quinta-feira, 02, a agência liberou as comercializações de linhas para todas as empresas, após as apresentações de planos de melhorias. A Anatel disse, no entanto, que revisará as propostas.

Mesmo empresas que não tiveram vendas suspensas, como Vivo, CTBC e Sercomtel , tiveram que entregar seus planos, e os terão revisados.

A Anatel informa que pode determinar novas suspensões caso as medidas sejam ineficazes.

“Esse plano de melhorias é um primeiro passo. Ficaremos acompanhando as melhorias nos serviços de rede. Um acompanhamento fino”, afirmou o presidente da Anatel, João Rezende, em coletiva de imprensa.

O órgão regulador estimou que problemas nos call centers das operadoras serão resolvidos em 30 dias, e que as melhorias nas redes podem acontecer entre 4 e 6 meses.

"Estamos cientes que o serviço não vai melhorar amanhã, mas nos call centers, é possível resolver no curtíssimo prazo", ressaltou Rezende.

O superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos, disse que na primeira revisão trimestral dos planos, em novembro, a Anatel vai cobrar das empresas um “viés de melhora”.

A Anatel estima que as três empresas punidas investirão R$ 20 bilhões no triênio 2012-2014. Deste total, Rezende estimou que R$ 4 bilhões referem-se ao cumprimento das exigências de qualidade.

Segundo a Agência, esses R$ 4 bilhões dividem-se entre recursos adicionais, antecipações ou remanejamentos de investimentos já programados.

As três operadoras ficaram sem poder vender novas linhas do dia 23 de julho até esta quinta-feira, em diversos Estados do país. A punição mais severa ocorreu com a TIM, que teve as vendas suspensas em 18 estados, mais o Distrito Federal.

A Claro teve as vendas suspensas em três Estados, entre eles São Paulo, mercado com o maior número de usuários. Já a Oi foi suspensa em cinco Estados.

Segundo a Anatel, a TIM programou investimentos totais de R$ 8,2 bilhões até 2014; a Claro, de R$ 6,3 bilhões e a Oi, de R$ 5,5 bilhões.

Em nota enviada à imprensa nesta quinta-feira, a Claro afirmou que irá melhorar o atendimento e oferecer a capacidade necessária para atender a demanda durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil.

Já a Oi reiterou "o compromisso com a evolução da qualidade do atendimento dos serviços de telefonia celular no Brasil". A operadora disse que irá investir 24 bilhões de reais no período de 2012 a 2015.

Segundo a Anatel, a telefonia brasileira precisa de R$ 380 bilhões para tirar o atraso e fazer com que os brasileiros falem normalmente.

É o preço de 380 estádios do Maracanã novos, calcula a revista Exame.

O SindiTelebrasil comemorou a liberação das vendas de linhas de celulares e acesso à internet das operadoras TIM, Claro e Oi.

A entidade, no entanto, defende a necessidade de uma mobilização das autoridades a fim de criar condições para agilizar a implantação de infraestrutura de telecomunicações e a expansão dos serviços de telefonia no país.

Porto Alegre é um desses locais. Na capital gaúcha, um projeto de lei de alteração das regras para licenciamento e instalação tramita na Câmara desde o ano passado.

O SindiTelebrasil ressalta que existem hoje no país mais de 250 leis municipais que dificultam a melhoria da infraestrutura de telefonia móvel, especialmente no que se refere à instalação de antenas, comprometendo a prestação dos serviços.

De acordo com o sindicato, a quarta geração da telefonia móvel, que começará a operar no próximo ano, vai exigir pelo menos o dobro do número de antenas usadas hoje pela tecnologia 3G.