Regina Souza. Foto: divulgação.

A gaúcha Parks acaba de firmar uma parceria com a japonesa Furukawa que já este ano deverá responder por 25% de seu faturamento, projetado para chegar a R$ 50 milhões, alta em torno de 16,2% sobre 2011.

Em 2013, a meta é ampliar a participação das ferramentas Furukawa para 40% a 50% do faturamento da Parks, que com a parceria reforça a entrada no nicho de soluções para redes ópticas, o qual já vinha sondando há algum tempo.

“Não tínhamos tradição em soluções para redes de fibras ópticas. Apesar de estarmos desenvolvendo a linha GPON Fiberlink há mais de quatro anos,  este é um mercado novo para nós, principalmente quando falamos em atender provedores de Internet”, comenta Regina Souza, presidente da Parks.

Tradicionalmente, a oferta da empresa gaúcha se baseia em soluções para redes de acesso.

A aliada japonesa incrementa a linha Fiberlink com integração ao portfólio FBS-Furukawa Broadband System, focando os mercados de Telecom e ISPs.

“A Furukawa tem muita penetração nestes segmentos. Juntos, oferecemos uma solução completa e compartilhamos esforços comerciais e técnicos. O reconhecimento das duas empresas é uma grande vantagem”, avalia Regina.

A companhia japonesa mantém uma fábrica em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, o que facilita o contato com a nova parceira gaúcha.

Regina, que vistiou a unidade paranaense, afirma que fibra produzida por lá garante por si só o diferencial competitivo da parceria.

“A matéria-prima e o processo produtivo são grandes diferenciais. A fibra óptica de lá tem durabilidade de 20 anos, enquanto outras duram a metade deste tempo”, comenta ela.

O presidente da Furukawa, Foad Shaikhzadeh, ressalta que o acordo com a Parks se motivou no catálogo abrangente de produtos complementares à solução FBS.

“Produção e desenvolvimento nacional, além de  atendimento aos mercados similares aos nossos, tudo isso marca o início do Programa Furukawa Broadband Ecosystem Partners”, destaca Shaikhzadeh.

Para o cliente, ele ressalta que a parceria agrega a possibilidade de suporte por profissionais que conhecem as peculiaridades do mercado local.

“É mais vantajoso utilizar a linha GPON da Parks, desenvolvida para o mercado local, ao invés de importar do Japão a linha GPON da Furukawa, que ainda teria de ser adaptada para o mercado brasileiro”, completa Regina.

Além disso, segundo ela o governo federal vem trabalhando em políticas de incentivos fiscais à produção e tecnologia desenvolvidas no país, o que torna produtos locais mais baratos que os importados de qualidade similar.