Luiz Cunha. Foto: arquivo

Luiz Canabarro Cunha não é mais o coordenador de Relações Institucionais da Procempa.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada pela assessoria de imprensa da estatal, que disse que o profissional foi desligado do cargo na quinta-feira, 29 de agosto, e ainda não há um novo nome definido.

Cunha estava na Procempa desde 2005. Além de atuar na empresa municipal de processamento de dados, o profissional também é diretor Adjunto de Marketing da Sucesu-RS, entidade na qual foi diretor de Relações Empresariais e Institucionais de 2006 a 2011.

Antes disso, Cunha foi assessor especial do governo do Rio Grande do Sul, atuando na Secretaria do Trabalho, Cidadania e Assistência Social, entre 2004 e 2005, e na Fundação de Atendimento Sócio Educativo (Fase), entre 2003 e 2004.

Além disso, foi coordenador da Assessoria de TI da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer de fevereiro a julho de 2003 e chefe de gabinete da Secretaria da Fazenda de Canoas de 2000 a 2002.

Procurado, Cunha disse que entende sua saída é consequência da saída do PTB do comando da estatal e frisou que sai com "orgulho" do trabalho feito na companhia.

"Nesse tipo de situação, o serviço público não é nada meritocrático", resume o ex-coordenador de Relações Institucionais da Procempa.

Cunha é formado em Administração de Empresas pela UFRGS, com MBA em Gestão Estratégica de TI pela Fundação Getulio Vargas.

CRISE

A saída de Cunha acontece em meio a maior crise já vivida no ambiente da Procempa.

Desde que suspeitas de irregularidades na companhia foram noticiadas em maio deste ano, começaram investigações e cortes.

Na onda de demissões, deixaram a estatal o presidente, André Imar Kulczynski, e o diretor ténico, Zilmino Tartari.

Outros cargos também foram afastados, como a diretora administrativa e financeira Giórgia Pires, o conselheiro Cláudio Manfrói, e o gerente financeiro Ayrton Fernandes, entre outros.

No começo de agosto, a polícia executou mandatos de busca e apreensão emitidos pelo Ministério Público nas casas de diversos ex-Procempa. Manfrói e Kulczynski chegaram a ser detidos, mas foram soltos posteriormente.

Ainda sem novo presidente definido, a empresa segue sendo comandada pelo interino Maurício Gomes da Cunha.

O PTB, que comandava a Procempa desde 2005, havia indicado o ex-secretário da Educação e do Meio Ambiente de Passo Fundo, Cristiano Candaten, para a presidência da companhia, mas a indicação foi retirada na quarta-feira, 21 de agosto.

Candaten chegou a ser confirmado pelo prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, como o sucessor de Kulczynski, mas os últimos desdobramentos da crise tornaram a indicação inviável.