Loja da Livraria Cultura. Foto: Divulgação.

A Livraria Cultura, um dos maiores e-commerces de livros do país, decidiu migrar sua plataforma de comércio eletrônico para a solução da VTEX.

A divulgação do contrato não chega a mencionar qual era a plataforma anterior.

Curiosamente, a Saraiva, uma das maiores concorrentes da Cultura no setor, tomou a mesma decisão no ano passado.

Na ocasião, a reportagem do Baguete conseguiu averiguar que a Saraiva estava deixando para trás a plataforma open source Magento, implementada em 2014.

Outra curiosidade é que tanto a Livraria Cultura quanto a Saraiva optaram pela VTEX em um momento para lá de complicado, quando ambas passam por recuperações judiciais que estão sacudindo o mercado editorial em todo país.

A Livraria Cultura pediu recuperação judicial em 2018, buscando evitar a falência em decorrência dos quase mais de R$ 285 milhões em dívidas acumuladas. 

Ainda nesta semana, a empresa vendeu o marketplace de livros usados Estante Virtual para a Magazine Luiza por R$ 31 milhões, em um leilão realizado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais.

A Saraiva seguiu o mesmo caminho em agosto do ano passado, sob o peso de uma dívida de R$ 684 milhões em agosto de 2019.

Em nota, a VTEX afirma que com a nova plataforma a Livraria Cultura vai integra todos os canais de venda por meio de um único sistema de gerenciamento de pedidos e cria uma maneira fácil de controlar estoque, fluxo de pedidos, pagamentos e logística de entrega.

“Ela simplifica a operação logística que se traduz em redução de custos operacionais com impacto positivo na rentabilidade de toda a operação", comenta Victor Farsette, responsável pela iniciativa na Livraria Cultura. 

Ao oferecer transferência eletrônica com confirmação em tempo real, a Livraria Cultura possibilita a entrada de novos consumidores ao e-commerce como os que não possuem cartão de crédito ou limite disponível.

Ao contrário dos seus novos clientes, a VTEX anda nadando de braçada.

Em novembro do ano passado, a empresa recebeu um aporte de R$ 580 milhões, liderado pelo poderoso fundo japonês Softbank.

A companhia tem unidades em 16 cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, João Pessoa, Curitiba, Miami, Londres, Buenos Aires, Santiago do Chile, Bogotá, Cidade do México, Lima, Barcelona, Berlin, Milão, Medellín e Bucareste.

A base de clientes atinge  2,5 mil marcas globais, incluindo Boticário, Whirlpool, Electrolux, Sony, Walmart, L'Oréal e Motorola.