Bob Hammer, CEO da Commvault, agora tem uma pedra no sapato.

A Commvault, multinacional de gestão de proteção de dados, entrou na mira do fundo Eliott Management, um acontecimento que costuma prenunciar mudanças em companhias da área de tecnologia.

O Elliott é conhecido como fundo ativista, que compra participações minoritárias em companhias que acredita estarem com resultados abaixo do possível para começar a pedir mudanças de estratégia que façam as ações subir.

No caso, a Eliott tem 10% da Commvault e acaba de divulgar uma carta pública pedindo mudanças visando ganhar apoio de outros acionistas.

De acordo com o fundo, a Commvault tem margem de lucro e metas de finaceiras abaixo do possível, além de "problemas de execução" e "governança corporativa atrasada".

A carta destaca ainda que CA, NetApp, Oracle e Symantec, concorrentes da Commvault, tem uma performance melhor quase o tempo todo nos últimos cinco anos, apesar de terem o mesmo crescimento baixo e enfrentarem as mesmas condições econômicas.

O diagnóstico aponta ainda problemas como licenciamento complexo, cotas de vendas não realistas e alto turn over de empregados.

A receita para melhorar a situação seria uma mudança organizacional com novos executivos junto com uma simplificação das posições gerenciais, junto com o estabelecimento de um novo go to market.

A Commvault divulgou uma nota afirmando que "teve discussões iniciais com a Elliott de maneira aberta, visando aumentar o valor do acionista" e que "a organização está otimista quanto ao seu futuro".

A carta do fundo Eliott não quer dizer que algo vá acontecer, mas o histórico recente do fundo indica o contrário.

Um histórico feito pela Reuters no começo de 2017 mostrou que em 15 empresas nas quais o Eliott comprou mais de 5% de participação desde 2015 acabaram fechando negócios de vendas ou fusões totalizando mais de US$ 40 bilhões, nos quais o fundo teve um retorno de 30%.

Nos últimos anos a companhia fez movimentações parecidas sobre a Riverbed (comprada por outro fundo no final de 2014), Brocade (partes vendidas para a Extreme em 2017) e Symantec (fusão com a BlueCoat).