Canadá é um destino atraente para brasileiros interessados em emigrar. Foto: Pixabay.

A Matera, empresa de tecnologia para o mercado financeiro, varejista e de gestão de risco, irá inaugurar, em junho, seu primeiro centro de desenvolvimento fora do Brasil. A cidade escolhida para receber a nova unidade foi Waterloo, no arredores de Toronto, no Canadá. 

“A escolha do local se deu pela força de trabalho altamente qualificada, ligada especialmente à Universidade de Waterloo,  e pelo ecossistema de inovação do local”, conta Alexandre Pinto, diretor de Inovação e Novos Negócios da Matera.

O plano inicial é atuar em um espaço de coworking e contratar três desenvolvedores locais.

Com o novo centro, a empresa espera impulsionar e acelerar a conquista de novos clientes também nos Estados Unidos. 

"Já trabalhamos desde 2003 com a oferta de serviços de desenvolvimento off-shore para os EUA, mas agora a ideia é buscar instituições financeiras e fintechs interessadas em adquirir os produtos da Matera para o segmento", detalha Pinto.

Apesar do foco nos Estados Unidos, a empresa escolheu o Canadá como local da nova unidade pela receptividade encontrada para instalação da empresa e na facilidade para possíveis processos de imigração de profissionais brasileiros para o centro no futuro.

Hoje a companhia trabalha com plataformas de open banking, conta digital e pagamentos.

A Matera conta com mais de 100 clientes em seu portfólio, entre bancos, varejistas e fintechs. A empresa tem 500 funcionários distribuídos entre 4 escritórios - Campinas, São Paulo, Niterói e Maringá. 

Entre os principais clientes da empresa estão Nubank, Magazine Luiza, C6, J.P Morgan, Bank of America, Santander, Agibank, Pernambucanas e Renner. 

Para o centro canadense, há dois cenários de crescimento. 

A empresa está em busca de investidores para possibilitar um aumento para até 80 funcionários no local nos próximos dois anos.

Caso não consiga um aporte externo, a empresa pretende contratar pelo menos 7 colaboradores no mesmo período.

A Matera faturou R$ 118 milhões no ano passado, um crescimento de 17% frente a 2017.