O mundo teve, já esse ano, os olhos postos no Brasil. Cada vez mais insatisfeitas com o estado precário do mercado de trabalho e com as estruturas de ensino, o povo brasileiro tem saído às ruas, em movimentos de contestação social, reclamando os seus direitos ao trabalho e à educação. Em Maio, o mundo assistia mesmo a movimentos como greves e manifestações na luta por esses direitos.

A crise financeira que abalou o mundo e que, notoriamente, prejudicou também as estruturas nacionais fez com que as pessoas reclamassem do impacto que esta teria, também, nas estruturas base da vida do brasileiro.

Defendendo os direitos laborais, as condições de trabalho, a remuneração justa e também uma melhor educação, que permita o crescimento dos mais novos dentro das estruturas nacionais, as pessoas têm demonstrado revolta face às condições precárias da vida do povo do Brasil.

Colocando em causa as políticas atuais, esta luta tem impactado fortemente na forma como se vive nacionalmente a precariedade destes setores, destacando ainda a previdência social brasileira, que os manifestantes e protestantes consideram decadente.

Essa luta considera as dificuldades do mercado convencional mas não deixa de apontar a efemeridade do sucesso mesmo nos meios mais recentes, ancorados na tecnologia e no digital, onde a falsa ilusão da conquista acaba, muitas vezes, por se transformar em falência.

Muito se tem falado, por isso mesmo, na potencialidade de uma greve geral que paralise o país, para combater a precariedade e também os cortes governamentais impostos nesse ano.

A crise brasileira e algumas das críticas

O Brasil tem vivido dias complicados e a maior crítica da população aponta para as estruturas educativas que não permitem que a integração nos mercados de trabalho possa dar oportunidades efetivas a quem deseja sustentar uma família no país.

O ensino brasileiro apresenta algumas dificuldades de acesso e estruturas precárias, que resultam numa diferença significativa entre a qualidade da educação de quem pode pagar um privado ou quem frequenta o ensino público. Além disso, mesmo depois da fase escolar, o mercado de trabalho encontra-se saturado e os salários estão em queda; o que alia a precariedade da vida de quem trabalha e o aumento dos números do desemprego no país.

Os planos da aposentadoria no Brasil são também complexos. Num momento em que o mundo cria noções como o Financial Independence, Retire Early (FIRE), o Brasil tem a idade da aposentação situada entre os 62 e os 65 anos e com tendência para retardar cada vez mais, em termos etários, o fim da jornada laboral.

Um país em ambiente de revolução

Com este cenário e tendo havido, em 2019, propostas de cortes muito nocivos para os trabalhadores pelo governo de Jair Bolsonaro, incluindo o congelamento de fundos destinados à educação e reduções salariais, o povo brasileiro manifestou-se

A revolução parece, por isso estar iminente nas medidas de protesto que, ao longo do ano, têm tomado forma, na luta por melhores condições para o mercado de trabalho e para a educação.