Jovens sofrendo durante a prova do Enem. Logo o sofrimento será digital. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Ministério da Educação quer digitalizar o Enem, começando por um piloto voluntário para 50 mil alunos em 15 capitais já no ano que vem e ampliando progressivamente, até atingir 100% das provas em 2026.

O custo estimado para o modelo piloto é de R$ 20 milhões, menos de 5% do custo total do exame, do qual participam 5 milhões de pessoas, a um custo anual de R$ 500 milhões.

A ideia é usar para as provas os computadores que já estão nas escolas, contratando uma empresa para ser responsável por toda a infraestrutura do exame, incluindo os locais de prova, os fiscais de sala e as máquinas.

O MEC pretende fazer várias aplicações da prova ao longo do ano, por meio de agendamento, provavelmente em uma estratégia para não precisar tantos computadores funcionando de uma vez só.

Alexandre Lopes, presidente do Inep, instituto responsável pela prova, reconheceu em conversa com jornalistas a possibilidade de falhas técnicas, apontando que em caso de problemas, os alunos prejudicados terão a prova remarcada.

A expectativa do Inep, para o futuro, é trabalhar com provas que tenham questões interativas, com vídeos, infográficos e lógica dos games.

Hoje, o Enem é composto de 180 questões divididas em quatro áreas de conhecimento (humanas, linguagens, ciências da natureza e matemática), mais a prova de redação.