O Banco Intermedium firmou uma parceria com a San Pedro Valley, em BH. Foto: Divulgação.

O Banco Intermedium acaba de fechar uma parceria com a San Pedro Valley (SPV), comunidade de startups de Belo Horizonte, para oferecer a conta digital da instituição para as empresas da entidade. 

A partir de agora, todos os projetos cadastrados na SPV poderão criar uma conta digital pelo app do banco, com isenção total de tarifas. 

“Queremos simplificar ao máximo, desde o processo de abertura até a movimentação do dia a dia, que poderá ser feita pelo aplicativo. Hoje as startups têm um gasto muito alto só com as movimentações bancárias, como emissão de boletos, por exemplo. Nossa proposta é eliminar esses custos para que essas empresas possam investir em outras frentes”, explica João Vitor Menin, presidente do Banco Intermedium.

Entre os produtos e serviços disponíveis para as startups estão TEDs e saques gratuitos, emissão e pagamento de boletos via Pague Fácil, controle sobre a conta empresarial pelo aplicativo (incluindo depósito de cheques) e cartão MasterCard Internacional.

Pedro Menezes, um dos fundadores da Cotak, integrante da comunidade San Pedro Valley, buscou a parceria com o banco a partir de sua experiência pessoal de adoção da conta no Intermedium.

“Gostei tanto que indiquei para várias pessoas ao meu redor que também tiveram uma excelente experiência. Como faço parte do San Pedro Valley, pensei: será que esta experiência pode também beneficiar essas empresas? Rapidamente conseguimos uma parceria que envolve o banco Intermedium e o SPV”, relata.

Futuramente, o novo formato deve ser disponibilizado para startups de todo o Brasil. A San Pedro Valley surgiu em 2011, durante encontros informais dos empreendedores das startups Beved, Deskmetrics, Everwrite e Hotmart. 

Hoje, a associação conta com mais de 200 empresas de diversos setores, além de espaços de coworking, aceleradoras, investidores e interessados no tema.

“Somos uma instituição bancária que tem a inovação em seu DNA. Diante disso, essa aproximação com o empreendedorismo é algo até natural. Começamos por San Pedro Valley, mas queremos alcançar mais empresas”, finaliza Menin.

O Banco Intermedium foi fundado em 1994 pela MRV Engenharia. Atualmente, a instituição conta com uma carteira de crédito de mais de R$ 2 bilhões. Seu patrimônio líquido é de R$ 337 milhões e os ativos totais chegam a R$ 2,6 bilhões. 

Em abril, a instituição tornou possível a realização de todo o processo de abertura de conta pelo celular, através do aplicativo para dispositivos móveis. Para comprovar os dados cadastrais, o correntista precisa enviar fotos de seus documentos originais e uma selfie. 

Na época do lançamento da conta digital, o banco contava com 18 mil clientes e divulgou a expectativa de fechar o ano com 100 mil.

As instituições financeiras digitais estão em alta no Brasil. No final de março, a holding J&F Investimentos, que controla empresas como a JBS, lançou o Banco Original, idealizado por Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central.

A empresa não tem agência física e nasce a partir de um aplicativo disponível para Android e iOS que permite a criação da conta bancária. 

O portfólio da instituição inclui, além de todos os serviços de um banco comum, transações por comando de voz, depósitos de cheque por imagem e uma ferramenta de gestão financeira que categoriza os gastos.

O mais recente banco digital lançado no país foi o Neon, uma reformulação de modelo da startup Controly. O Neon oferece aos usuários uma conta corrente no app e um cartão de débito da Visa.

Com anuidade e taxas de manutenção, de abertura de conta e de emissão do cartão gratuitas, o faturamento do Banco Neon vem das porcentagens cobradas dos lojistas durante as compras e de parcelas de tarifas como TED, pagamentos, saques e da taxa de câmbio em compras internacionais.