Construtora economiza e garante continuidade com virtualização. Foto: divulgação

A construtora e incorporadora Gafisa contratou a gaúcha Processor para ampliar a virtualização, que já atendia a todos os servidores de seu data center, em São Paulo, há três anos, aos escritórios regionais, começando por Minas Gerais.

Até o fim do ano, a virtualização ocorrerá em 11 localidades, incluindo Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador.

De acordo com o gerente de Infraestrutura de TI da Gafisa, Silvano Lago, o objetivo é segmentar os serviços e diminuir impactos em casos de quedas.

“Hoje temos uma estrutura monolítica, física e logicamente concentrada. Em caso de falha, todos os serviços de que a regional precisa, caem. No novo cenário, servidores serão virtualizados e cada um será especialista em uma função. Se um parar, os outros continuam operando”, explica o gerente.

Além da virtualização, a Processor faz a gestão de todo o ambiente Windows da Gafisa, serviço contínuo em 283 servidores.

“Esse trabalho contempla as plataformas Microsoft, Citrix, VMWare, Iomega, BlackBerry Enterprise Server e infraestrutura do Sharepoint”, diz Daniela Reis, BDM de Outsourcing da Processor.

A construtora e incorporadora atua por meio de três marcas: Gafisa, que constrói apartamentos de médio e alto padrão, Tenda, que atua no segmento econômico, e AlphaVille, voltada a loteamentos de alto padrão.

A empresa é a única do mercado imobiliário brasileiro com ações negociadas na Bolsa de Nova York.

ECONOMIA BEM VINDA
Conforme Lago, além de facilitar a administração do ambiente de data center da companhia, o projeto de virtualização e serviços da Processor trouxe economia à construtora, com a otimização do uso de energia e ar condicionado.

Ganho e tanto para uma empresa que enfrenta um mercado em retração e, no segundo trimestre de 2013, registrou prejuízo líquido de R$ 14,1 milhões, ante lucro líquido de R$ 1 milhão no segundo trimestre de 2012.

A receita líquida somou R$ 297,5 milhões, queda de 12,4% em relação ao 2T12.

TÁ FÁCIL PRA NINGUÉM
Em junho deste ano, uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que o indicador que mede o nível de atividade da construção civil caiu para 44,3 pontos, ante 46,9 pontos de maio, em um índice que vai de zero a cem pontos e resultados abaixo de 50 indicam retração.

O mesmo estudo mostra que o nível de atividade da construção não cresce desde março de 2012, e desde dezembro mostra retração.

Dentro do macro-setor, as áreas de construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados, mostram o maior desaquecimento.

Outro levantamento, da consultoria LCA, mostra que, apesar de a indústria da construção civil ter crescido 2,9% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, a área imobiliária não tem expectativa de expansão além de moderada.

Além disso, a consultoria prevê que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) fique em 6,5% em 2013, quando em 2012 registrou 7,1%, e que para o próximo ano o PIB da construção não passe de 0,9% de crescimento.