Mentor é o papel ao qual os CIOs devem aspirar. Foto: Divulgação.

O Gartner, empresa de pesquisa em tecnologia que tem no aconselhamentos de CIOs uma das suas atividades principais, está pregando uma nova visão para os profissionais da área: ser um mentor de inovação.

É uma tarefa difícil, porque como aponta o Gartner, as habilidades para ser um mentor são diferentes das qualificações de engenharia e resolução de problemas que ajudaram os CIOs a dominar seus papéis atuais.

Mas não tema, o Gartner tem uma pesquisa com três habilidades principais que podem fazer o CIO deixar o mundo de “decisões de pouco risco em TI”, causadoras de “constantes pressões orçamentais e operacionais” para ser um “mentor de confiança” dentro da sua organização.

O assunto será apresentado em profundidade no Symposium/ITxpo 2017, mas o Gartner deu uma palhinha sobre o assunto em nota divulgada à imprensa.

A primeira dica é vender uma visão convincente. O Gartner reconhece que os CIOs tem um trabalho difícil nesse campo, ao ter que vender uma ideia em vez de um produto com recursos, funções e estilo. 

Persuadir os líderes empresariais estabelecidos a tentarem algo novo, em vez de duplicarem o que funcionou no passado, requer uma “narrativa convincente cheia de estímulos emocionais”.

A segunda habilidade é sobre táticas de persuasão. De acordo com o Gartner, conselheiros confiáveis “não reproduzem um roteiro, pois eles não permitem ouvir”. 

Não havendo uma fórmula pronta, o segredo estaria em “descobrir o problema de alguém”, tendo em conta que as pessoas “raramente são francas sobre suas dificuldades ou desejos”. 

É nesse ponto que as táticas de “vendedores verdadeiramente bons” entram em jogo, segundo o Gartner:  “Em vez de aplicarem uma fórmula, eles usam ferramentas que ampliam sua capacidade de chegar à raiz do problema”.

Superar a resistência é a “terceira e mais complexa habilidade” e uma que pode ser “excepcionalmente frustrante” para os "cérebros de engenharia" para os quais a negativa a adotar uma “solução ideal” é “desconcertante e ilógica”. 

Com a prática, afirma o Gartner, a resistência pode ser usada para “explorar, desenvolver ideias” e, finalmente, “alcançar um entendimento comum dos objetivos compartilhados”. 

Superar bem a resistência, com estilo e destreza, soma à sua chancela como um consultor confiável, conclui o Gartner.

E aí, preparados?