Fernando Ulrich.

Fernando Ulrich, atual economista-chefe da corretora XDEX, uma das maiores no segmento de criptomoedas (bitcoins e afins) do país, acaba de assumir uma posição no conselho de administração da Casa da Moeda do Brasil, estatal que fabrica o dinheiro de verdade em circulação no país.

A nomeação, que poderia ser descrita como um sinal dos tempos atuais, partiu de Salim Mattar, dono da Localiza, atualmente secretário especial de desestatização e desinvestimento, Salim Mattar, informa a Folha de São Paulo.

Ulrich é um peixe fora d’água no conselho, que reúne outros quatro nomes, sendo três funcionários públicos de carreira e um advogado.

A CMB está na mira do programa de privatizações de Mattar e a sua venda já é especulada desde o governo Michel Temer.

Uma eventual venda deve ser precedida de uma reformulação que a torne mais atrativa para o mercado. 

Hoje, além de fabricar dinheiro (em papel e moeda), a CMB também faz medalhas para premiações especiais, selos e moedas comemorativas, além de documentos que precisem de mecanismos de proteção de falsificação.

É curioso ver como as atribuições da Casa da Moeda são o equivalente no mundo real do que empresas estão fazendo com tecnologia de blockchain, que, trocando em miúdos não deixa de ser uma tentativa de tornar processos a prova de falsificação, gerando inclusive uma forma de moeda.

Como isso poderia repercutir nas atividades de uma Casa da Moeda privada ainda deve ser visto. A nomeação de Ulrich mostra que alguém está pensando nas possibilidades.