Primeira fase do UPF Parque foi inaugurada. Foto: divulgação.

A Universidade de Passo Fundo (UPF), o governo do Rio Grande do Sul e prefeitura da cidade inauguraram nesta segunda-feira, 04, o primeiro módulo do UPF Parque, espaço para abrigar e incubar startups e empresas na área de tecnologia.

Nesta primeira fase do projeto, foram entregues 651,15 m2 de área no Câmpus 1 da universidade, que abrigarão setores administrativos e a empresa âncora do empreendimento - a MV, desenvolvedora de sistemas de gestão em saúde.

A obra foi executada com recursos da Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Governo do Estado do RS (SCIT), que investiu R$ 924 mil, e contrapartida da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF), que aportou R$ 316 mil na obra.

Em sua unidade no UPF Parque, a MV focará no desenvolvimento de soluções de mobilidade e conectividade, tendo como destaque recente o aplicativo mobile do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP).

Com sede em Porto Alegre e matriz em Recife, a MV é um dos maiores players do segmento de gestão hospitalar e de saúde do Brasil.

O faturamento em 2012 foi de R$ 154 milhões, crescimento de 54% em relação a 2011. Trabalham em Passo Fundo cerca de 20 pessoas.

Além da MV, em seu início o parque terá também um espaço para a incubadora tecnológica do Polo de Exportação de Software do Planalto Médio (PoloSul), que abrigará quadro incubadas em seu início. O nome das empresas escolhidas não foi divulgado.

Segundo destaca a instituição de ensino, o parque terá como suas prioridades segmentos como TICs, Metal-mecânica, Saúde, Alimentos, Energia e Biotecnologia.

Para sintonizar estas áreas de atuação com os cursos da UPF, a universidade adquiriu no início de outubro equipamentos para o Laboratório Multiusos, espaço comum onde empresas e universidade podem conduzir suas pesquisas.

Foram sete equipamentos adquiridos, que variam entre aplicações de testes em agronomia, engenharia de alimentos, engenharia mecânica até um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), que pode ser utilizado na obtenção de imagens de alta resolução em materiais metálicos, não metálicos, semicondutores e minerais.

Para José Carlos Carles de Souza, reitor da UPF, o parque é um novo momento para o desenvolvimento econômico e de inovação na região norte do Estado.

"Oferecemos um espaço onde os empreendedores da região podem desenvolver seus produtos com toda a assistência tecnológica e científica, de modo que em pouco tempo possam passar a gerir seus negócios de forma independente ou alinhados às atividades do parque”, enfatiza.

Inaugurada a primeira fase do UPF Parque, agora o próximo passo é concluir o segundo módulo do projeto, que já está em andamento.

Com área de 1.623 m2, novamente com a parceria da SCIT e prefeitura, a nova fase do projeto, denominado Central Multiuso de equipamentos e Centro Tecnológico e Incubadora para Agricultura de Precisão, ficarão abrigadas empresas e projetos relacionados à agricultura.

A obra será realizada com recursos de R$ 2,75 milhões, sendo R$ 1,8 milhões da SCIT e e R$ 905 mil como contrapartida da Fundação UPF.