APORTE

Zenvia levanta R$ 71 milhões

04/11/2014 13:58

Cássio Bobsin e Victor Knewitz.

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A Zenvia, empresa de serviços móveis sediada em Porto Alegre, acaba de receber um aporte de R$ 71 milhões dividido meio a meio entre o BNDESPar e o fundo de investimentos DLM.

Com o dinheiro, a empresa gaúcha deve seguir o processo de consolidação no mercado de mobilidade.

“Vamos fortalecer nosso portfólio de serviços com a aquisição de empresas que possuam tecnologias complementares ou que nos permitam expandir mercado, e vamos também atuar pesadamente em inovação”, adianta Victor Knewitz, sócio-fundador da Zenvia.

Também estão nos planos abertura de filiais em outros países da América Latina. 

Knewitz fundou junto com o sócio Cássio Bobsin a Human Mobile em 2003. Em 2011 adquiriu a concorrente Comunika, tornando-se líder em SMS corporativo no Brasil e mudou seu nome para Zenvia. 

Em 2012 adquiriu a Purebros, líder em soluções de carrier billing no país, e em 2013 incorporou a startup Zynk, focada em distribuição de conteúdos para smartphones, divulgando um investimento de R$ 5 milhões na empresa..

Quando da aquisição da Pure Bros, divulgado como o “maior do segmento no país”, a Zenvia divulgou que esperava um faturamento de total de R$ 100 milhões em 2012, com meta de triplicar em três anos.

Na divulgação do aporte, não foram feitas menções a valores, apenas uma cifra de crescimento de  95% ao ano entre 2007 e 2013.

A projeção de futuro da empresa, no entanto, deu uma pista de que a companhia, nascida no universo do SMS e líder na área, está mudando de foco, ou pelo menos, diversificando sua oferta.

“A companhia aposta no crescimento da base de smartphones ao concentrar seus esforços em soluções cloud de comunicação e marketing móvel e na oferta de apps de serviço e conteúdos para o consumidor”, diz a nota.

Os investidores viram algo parecido. “A Zenvia se enquadra em nosso escopo de investimento em empresas de software as a service (SaaS) por possuir receitas recorrentes, alta escalabilidade, margens positivas e inovação”, avalia Paulo Caputo, sócio da DLM e responsável pela área de private equity.

Pedro dos Passos, chefe de departamento de private equity da Área de Capital Empreendedor do BNDES, avalia que o histórico da Zenvia permite ver uma abertura de capital “dentro de alguns anos”. 

Um desafio pode ser a entrada de executivos de mercado na operação, uma exigência que costuma ser feita por investidores.

A Zenvia já fez uma experiência mal sucedida nesse sentido, ao contratar para a posição de CEO Vander Guerrero, um profissional com 10 anos de Spring Wireless, com o objetivo de profissionalizar a gestão da nova empresa e introduzir novos métodos de acompanhamento de resultados.

Guerrero, que desde abril é VP de Vendas no Brasil da multinacional americana de marketing digital  Velti, ficou pouco menos de um ano no comando, que foi reassumido por março de 2013 por Bobsin.

Bobsin é um representante do que a nova geração de fundadores de startups brasileiras almeja ser, com o diferencial de ter começado sua trajetória a mais de uma década, antes que a palavra startup virasse um termo da moda.

O empresário abriu seu primeiro negócio aos 18 anos e foi um dos fundadores da Dinamize – hoje uma das grandes do e-mail marketing do país – antes de fundar a Human em 2003 com Knewitz, no porão da casa da avó do sócio.

O DLM Brasil IT é um fundo de R$ 250 milhões gerido pelos ex-Datasul Paulo Caputo e Jorge Steffens. 

O alvo do fundo são empresas de tecnologia corporativa com faturamento entre R$ 15 milhões e R$ 150 milhões anuais.

Até agora, o DLM já investiu na Opentech, empresa de software as a service para gestão logística em transporte e gerenciamento de risco; na Interplayers, especializada na área de saúde; na Clic Holding Company, empresa do segmento de tecnologia para viagens de negócios e lazer formada pelas paulistas Argo IT e Connect-c mais a gaúcha Travel Explorer.

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