Eriksen Costa. Foto: divulgação

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A N26, maior fintech da Alemanha, está dando os primeiros passos para entrar no mercado brasileiro, o que inclui contratações para a área de tecnologia.

Segundo o Baguete pode averiguar, a empresa já contratou heads de user experience, tech e data no Brasil, como parte de um time que no momento tem cerca de 50 pessoas.

O head de tech é Eriksen Costa, ex-head de Engenharia do Remessa Online, uma das maiores fintechs brasileiras no nicho de transferências internacionais.

Costa está no mercado desde 2006 e teve uma carreira agitada até agora, que reflete um pouco a demanda crescente por profissionais técnicos.

Nos últimos anos, ele passou por uma série de startups e fintechs, incluindo Cabify, Nubank e Dafiti.

Costa também faz parte da organização do Agile Trends, um dos maiores eventos na área de agilidade de software, e mantém um podcast sobre DevOps, o 10deploys.

O head de dados será Rodrigo Abdo, que vem da Z-Tech, o braço de inovação da Ambev, onde era gerente de engenharia de dados global para a área de fintech.

Abdo tem também uma passagem pela Klabin, trabalhando em projetos ligados à análise de dados.

Também foi contratado Rafael Miashiro, ex-líder de design de experiência na Visa, para a posição de head de design.

Mashiro passou por cargos na área de UX na Easy Taxi, Pontomobi e UOL e leciona sobre o assunto na PUC-MG.

Completam o time de tecnologia até o momento mais meia dúzia de profissionais, um número que deve aumentar para 300 nos próximos 12 meses.

No momento, o N26 opera numa versão beta com 2 mil clientes, visando adaptar sua plataforma. 

A lista de espera, no entanto, tem outros 200 mil nomes, que devem começar a entrar no primeiro semestre de 2022, segundo revela uma matéria do Brazil Journal.

É um número significativo para o começo, tendo em conta que o N26 tem 1,5 mil funcionários e 7 milhões de usuários ativos, todos eles na Europa e Estados Unidos (a título de comparação, o C6 tem isso só no Brasil).

O banco digital tem um valor de mercado de US$ 9 bilhões (a título de comparação, o Nubank espera uma avaliação de US$ 50 bilhões no seu IPO) e tem grandes expectativas para o Brasil, onde oferecer conta digital, pagamentos, cartão de crédito, empréstimos e investimentos.