O Brasil tem quase 70 mil antenas de telefonia celular, segundo a Anatel. Foto: a_v_d/Shutterstock.com

Um técnico de Curitiba, ex-funcionário da Nokia, conseguiu na Justiça uma indenização de R$ 250 mil por desenvolver um tipo raro de câncer nos ossos. 

Segundo o Estadão, ele fazia a manutenção das torres de telefonia móvel, as conhecidas Erbs, e alega que a exposição às ondas eletromagnéticas irradiadas pelo equipamento, que não é desligado durante a execução do serviço, foi responsável por sua doença.

A sentença foi expedida pela sétima Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR). 

Ela obriga a Nokia Solutions and Networks do Brasil, antiga Siemens S.A., a indenizar em R$ 250 mil o ex-operário, além de pagar pensão vitalícia correspondente a 50% de seu último salário.

O técnico foi admitido pela empresa em agosto de 1986 e por 15 anos realizou serviços de testes, reparos e instalações nas torres de transmissão de sinal da empresa.

Em 2002, um tumor foi encontrado em sua coxa direita, que foi diagnosticado como portador de condrosarcoma, um tipo raro de câncer nos ossos. Ele passou por diversas cirurgias, mas terminou aposentado por invalidez, aos 37 anos.

Na mesma empresa, outros três colegas do técnico desenvolveram o mesmo tipo de câncer e morreram com idades de 28, 39 e 45 anos.

Na sentença, que cabe recurso, os desembargadores entenderam que a empresa errou ao se omitir quanto à prevenção e ao monitoramento dos riscos do equipamento, além de não ter feito controle da exposição do funcionário à radiação.

O Brasil tem quase 70 mil antenas de telefonia celular, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).