O Brasil subiu 14 posições no Índice Global de Dados Abertos 2015. Foto: Rawpixel.com/Shutterstock.

O Brasil subiu 14 posições no Índice Global de Dados Abertos 2015. O país ocupa agora o 12º lugar entre os 122 países que integram o ranking organizado pela Open Knowledge Internacional. Em 2014, o Brasil ocupava a 26ª colocação. 

A análise foi baseada na base na disponibilidade e acessibilidade de dados em áreas como gastos governamentais, resultados de eleições, compras públicas, níveis de poluição, qualidade da água, posse de terras e dados do clima. 

De acordo com o levantamento, 61% dos dados brasileiros analisados estão abertos. 

A Tailândia ficou em primeiro lugar da lista, com 78% de seus dados abertos, tornando-se o primeiro país não-europeu a se posicionar entre os três primeiros colocados no levantamento, iniciado em 2013. Na segunda colocação, ficou o Reino Unido, com 76%, seguida da Dinamarca, com 70%.

O Brasil obteve nota máxima na abertura de informações sobre a legislação, estatísticas nacionais e resultado de eleições. Também se destacaram os dados disponibilizados de compras públicas e orçamento do governo.

“O recente prêmio no 3º Concurso de Boas Práticas da Controladoria-Geral da União (CGU) e este resultado no levantamento da Open Knowledge Internacional demonstram que a política brasileira de dados abertos segue firme na busca pelo aumento do acesso à informação”, afirma o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), Cristiano Heckert.

O Portal Brasileiro de Dados Abertos (dados.gov.br) funciona como uma espécie de banco de dados do governo federal. O portal, lançado em 2012, possui 1.052 conjuntos de dados com 8.582 recursos disponíveis para a pesquisa e utilização pela sociedade, academia e empresários, por exemplo. 

Os dados são abertos quando qualquer cidadão pode livremente usá-los, reutilizá-los e redistribuí-los, estando sujeito, no máximo, a exigência de creditar a sua autoria e compartilhar pela mesma licença. 

Por meio do cruzamento de dados abertos, é possível desenvolver aplicativos que demonstrem ao cidadão, por exemplo, como seus vereadores estão votando, quais linhas de ônibus fazem determinado trajeto ou ainda quais são as empresas que obtiveram mais reclamações do Procon.

A Economist alerta, no entanto, que o ranking não avalia a utilidade dos dados divulgados pelos países.

“Além disso, os engenheiros e desenvolvedores que podem tornar os dados em produtos úteis e rentáveis encontram dificuldades de navegação nos bancos de dados”, completa a publicação.

Para a revista, a busca em sites que armazenam os dados públicos costuma ser um desafio. 

“Registros que foram construídos para fins administrativos não foram redesenhados para banco de dados que possibilitam a separação, análise e combinação de dados com outras fontes”, explica a Economist.