Larry Page e Sergey Brin.

Larry Page e Sergey Brin, cofundadores do Google, estão deixando os cargos de CEO e presidente da Alphabet, empresa-mãe da gigante de tecnologia. A nova liderança da companhia será de Sundar Pichai, também CEO do Google.

"Nunca fomos de manter as funções de gerenciamento quando pensamos que há uma maneira melhor de administrar a empresa", diz um comunicado publicado pelos cofundadores no blog da empresa. Eles acrescentam que ainda estarão envolvidos na companhia que fundaram em 1998 como conselheiros e acionistas.

Page se tornou CEO da Alphabet em 2015, logo após o Google se reorganizar e estabelecer a Alphabet como sua empresa controladora. Pichai assumiu o cargo de CEO do Google ao mesmo tempo, após sua ascensão meteórica aos altos escalões da liderança do Google.

Pichai ingressou no Google em 2006 como engenheiro da área de busca. Uma de suas primeiras conquistas na empresa foi convencer Page e Brin a fazer um navegador próprio do Google, o Chrome, para competir com o Internet Explorer, da Microsoft.

Depois, ele assumiu a divisão Android em 2013. Outro marco na ascensão de Pichai aconteceu em 2014, quando ele teria sido, supostamente, fundamental para montar a aquisição da Nest pelo Google por US$ 3,2 bilhões.

O sucesso do executivo em áreas como Chrome e Android levaram à sua próxima promoção importante no final de 2014, quando Page o tornou encarregado de quase todas as áreas de produtos da empresa, incluindo pesquisa, mapas, Google+, anúncios e infraestrutura. 

Com isso, a nomeação como CEO do Google se tornou natural no momento de reorganização da companhia.

"Estou empolgado com a Alphabet e seu foco de longo prazo em enfrentar grandes desafios por meio da tecnologia. "Estou ansioso para continuar trabalhando com Larry e Sergey em nossos novos papéis. Graças a eles, temos uma missão atemporal, valores duradouros e uma cultura de colaboração e exploração”, destaca Pichai.

A receita da Alphabet foi de US$ 40,5 bilhões no terceiro trimestre de 2019. Do total, US$ 33,92 bilhões vieram de anúncios, que ainda representam a grande fatia do faturamento da companhia.