Lyft recebe aporte da GM. Foto: divulgação/Lyft

A fabricante automotiva General Motors, anunciou um investimento de US$ 500 milhões no Lyft, startup norte-americana concorrente do Uber, para o desenvolvimento de tecnologias de carros sem motorista.

Com o aporte, a GM passará a integrar o conselho administrativo do Lyft, trabalhando em parceria com a startup para desenvolver uma tecnologia capaz de rivalizar com iniciativas de veículos automatizados de marcas como Google, Tesla e o próprio Uber. A informação é do Financial Times.

Para a fabricante de carros, o investimento é o maior já feito pela marca em tecnologias de automação veicular. Entretanto, o anúncio feito na Consumer Elecntronics Show (CES) provavelmente não será o único por conta das montadoras, que estão cada vez mais atentas ao potencial deste segmento.

Para o presidente da GM, Dan Ammann, o perfil do usuário de carros está mudando. Segundo ele, alguns consumidores não vêem mais a necessidade de comprar um carro, mas querem ter a escolha de usar um eventualmente. E é aí que carros automatizados e serviços como o Lyft podem entrar em jogo.

Além do apoio à Lyft no projeto do carro sem piloto, a fabricante de automóveis vai criar centros nacionais para os motoristas do aplicativo terem acesso a carros por um curto período de tempo, usando o carro para fins pessoais ou para ganhar dinheiro no app dando caronas durante o uso do veículo.

"Estimamos que a primeira onda em larga escala de veículos autônomos possivelmente será em uma rede de compartilhamento de caronas", avaliou Ammann.

Para a Lyft, que enfrenta uma batalha no mercado norte-americano para crescer sua presença e fazer frente ao Uber, o acordo com a GM servirá para que a marca não fique para trás em termos de inovação, já que nomes maiores como Google e Uber já se movimentaram no desenvolvimento de veículos autônomos.

Por exemplo, o Uber, que registra cerca de 30 milhões de corridas por mês (quatro vezes a média do Lyft), anunciou a criação de um laboratório de pesquisa para carros sem motorista em parceria com a Carnegie Mellon University.

Além da movimentação no ocidente, com marcas como Apple, Google, Virgin e Uber ensaiando suas incursões com o futuro lançamento de carros inteligentes, a concorrência também se acirra na Ásia.

O poderoso Alibaba, firmou no primeiro semestre uma parceria com a estatal chinesa SAIC Motor Corp, investindo cerca de US$ 160 milhões para a produção de carros conectados, que devem chegar ao mercado no próximo ano.

Em março, as chinesas Tencent, criadora do WeChat, e a Hon Hai, controladora da gigante de manufatura Foxconn, entraram também no jogo, em uma parceria para explorar oportunidades em carros elétricos e conectados. A aliança alinharia a força da Tencent na web com as capacidades de fabricação da Hon Hai.