Wagner Coppede, CEO da Inetum no Brasil. Foto: Divulgação.

Tamanho da fonte: -A+A

A Inetum, uma gigante francesa do setor de tecnologia, com faturamento na casa dos € 2 bilhões, apresentou no final do ano passado uma nova operação brasileira, com 350 colaboradores e escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. 

O CEO da Inetum no Brasil é Wagner Coppede Júnior, vindo da NEC Brasil, onde passou 14 anos, boa parte deles em cargos de diretoria.

“Neste ambiente cada vez mais global e digital, somos um provedor de serviços de TI ágil. É importante que as empresas se preparem para um futuro mais digital através da implementação de tecnologias que trarão mais valor aos negócios”, afirma Coppede.

Nunca ouviu falar da Inetum? Não tem problema. A empresa tem uma presença significativa no Brasil, mas é o resultado de aquisições de companhias com uma presença local para lá de discreta, como a portuguesa Roff e a espanhola Informatica El Corte Inglés.

Das duas, a Informatica El Corte Inglés, também conhecida como Iecisa, é de longe a maior e a mais discreta das duas.

Fundada em 1988 como uma empresa de tecnologia da poderosa rede de varejo espanhola El Corte Inglés (quase 100 lojas pela Espanha, faturamento na casa dos € 10 bilhões), a Iecisa foi vendida para o grupo francês GFI em outubro de 2020.

Em 2019, último ano com faturamento revelado, a Iecisa faturou € 703 milhões. Depois da compra, a GFI trocou de nome, passando a se chamar Inetum.

A Iecisa tinha inclusive uma presença no Brasil, onde abriu uma operação em 2009. Os espanhóis atuaram de maneira discreta, fechando contratos no setor público. 

A lista de clientes inclui o Tribunal de Justiça e a Procuradoria do Estado da Bahia, Tribunal de Justiça de São Paulo e alguns municípios relevantes, como Santos e Niterói.

Já a Roff, a maior parceira da SAP em Portugal, está no Brasil desde 2012, tendo sido adquirida pela GFI em 2016. Até agora, a companhia seguia atuando de maneira independente no Brasil.

Na época da compra pela GFI, a Roff tinha um faturamento na casa dos € 60 milhões e 800 funcionários. Na época, a empresa tinha 70 consultores atuando no Brasil, com alguns grandes clientes do agronegócio na carteira.

Juntando a operação da GFI, Iecisa e outras aquisições que não estavam presentes no Brasil, a Inetum tem 27 mil funcionários em 26 países e uma receita de € 2 bilhões de euros. 

No portfólio, a nova empresa oferece desde consultoria, aplicações e serviços de infraestrutura, integração de sistemas, outsourcing, softwares de ERP e CRM, além de soluções de desenvolvimento low-code e RPA.