HP lançando também o seu Chromebook. Foto: divulgação.

Depois de muitos boatos e rumores, a HP de fato lançará em breve o seu primeiro Chromebook, passando também para o grupo de fabricantes que lançam PCs portáteis para o sistema operacional do Google, formado por Samsung, Acer e Lenovo.

De agordo com a PC World, o HP Pavillion Chromebook contará com uma tela HD (1366 x 768 pixels) de 14", tela maior do que os Chromebooks concorrentes, que tem telas de 11,6".

Sob o capô, o novo dispositivo da HP possui um processador Intel Celeron de 1.1 GHz, disco rígido SSD de 16 GB, 2 GB de RAM, suporte para Wi-Fi 802.11 a/b/g/n, além de 3 portas USB 2.0 e saída HDMI.

Conforme a fabricante, a autonomia de bateria gira em torno de 4 horas e 15 minutos. A máquina pesa 1,8kg e tem 2,1 cm de espessura.

Nos Estados Unidos, o dispositivo já está em comercialização nas lojas, pelo preço de US$ 330. Por este valor, o usuário também recebe 100 GB de espaço em disco no serviço Google Drive por dois anos, serviço que custaria US$ 120 fora deste pacote.

RECEPÇÃO

Segundo o analista Ian Paul, da PC World, os números de venda dos Chromebooks ainda não estão claros, mas a ideia de computadores portáteis com contas leves e aplicativos na nuvem está com boa aceitação em meio ao público.

A Bloomberg divulgou recentemente que 5% a 10% de seus fornecimentos de máquinas já envolvem Chromebooks. A Lenovo também se pronunciou sobre o assunto, indicando que o Chromebook da família ThinkPad está na mira de escolas com o interesse de levar computadores para dentro de suas sala de aula.

No entanto, Paul ainda frisa que os preços dos Chromebooks ainda não estão baixos o suficiente para justificar um computador menos poderoso que um notebook com Windows, por exemplo.

"A Samsung e a HP vendem seus Chromebooks por preços entre US$ 300 e US$ 400, o que é o preço inicial dos notebooks Windows mais baratos no exterior", observa.

A favor dos Chromebooks, analistas afirmam que o computador, por ter um sistema mais leve, é muito mais rápido em seu desempenho, deixando tudo na mão do navegador.

Sem contar que aplicativos web como o Google Docs e o Adobe Photoshop Express facilitam o trabalho na nuvem, roubando usuários dos aplicativos desktop.

MICROSOFT

Atenta à tendência dos aplicativos na nuvem, a Microsoft também se movimenta para atrair o público neste novo modelo.

Juntamente com o lançamento do Office 2013, a empresa de Redwood lançou a versão Office 365, que disponibiliza o pacote de escritório na nuvem, através do sistema de assinatura, tal como o Google Apps.

Os usuários podem até mesmo baixar versões “descartáveis” dos aplicativos, um recurso chamado Office on Demand, que podem ser usadas em qualquer PC com Windows 7 ou superior, e após isso removidas sem deixar nenhum rastro na máquina.