Elvis Silva, fundador da SmartWalk. Foto: Divulgação.

A SmartWalk, startup fundada no Paraná, foi selecionada para ingressar na aceleradora Buildit, da Estônia. Serão investidos pela aceleradora até € 130 mil entre treinamento, ferramentas e aporte financeiro, em troca de 6% de participação na startup.

Criada pelo engenheiro Elvis Silva, que já passou por empresas como Embraer e Ericsson, a SmartWalk é plataforma estimuladora celular que tem o objetivo de manter as pessoas ativas. 

A estrutura foi projetada para oferecer o mesmo estímulo que o corpo sofre quando está caminhando, mas de uma maneira mais rápida e confortável. Segundo Silva, usar a plataforma  é como percorrer 15 km em apenas 15 minutos.

“As mais de 1,6 mil vibrações por minuto de SmartWalk irão estimular ossos, músculos e células tronco adultas, auxiliando na manutenção da massa óssea e na diminuição da gordura corporal”, informa o site da startup.

Para ser escolhida pela Buildit, a startup disputou 6 vagas com centenas de empresas. 

“Após a primeira seleção, cerca de 100 empresas foram aprovadas para a segunda fase, onde o CEO do programa e o consultor de investimentos faziam uma sabatina de 20 minutos com os fundadores via Skype. A última fase, com cerca de 20 empresas, foi um pitch, também pelo Skype”, relata Silva.

O fundador relatou que desde o início do desenvolvimento da SmartWalk, em 2010, tentou progredir dentro do Brasil.

“Visitei algumas das principais instituições de pesquisa para fechar parcerias, incubadoras de empresas, grandes varejistas e associações, mas, após 4 anos, resolvi procurar apoio na Europa”, revela. 

De acordo com o fundador, a vantagem da Estônia em relação a outros países europeus pesquisados por ele, como Alemanha e Holanda, é que, apesar de fazer parte da União Europeia e da zona do euro, o país possui uma carga tributária baixa: imposto de renda zero para os lucros reinvestidos e 21% sobre os dividendos distribuídos.

O programa de aceleração na Estônia tem duração de 3 meses. Durante esse período, os principais objetivos da SmartWalk são a validação do produto para o mercado europeu e definição do plano de marketing para a região. Além disso, Silva espera criar uma rede de contatos. 

Para isso, ele está no lugar certo: a Estônia é uma das líderes em número de startups por cidadão. 

Outros dados também destacam o país como importante no meio tecnológico: profissionais da Estônias desenvolveram o código por trás do Skype e do Kazaa; em 2007, tornou-se o primeiro país a permitir a votação on-line em uma eleição geral e seus cidadãos pagam por espaços de estacionamento através do celular e tem seus registros de saúde armazenados em nuvem.

Segundo o The Economist, ações governamentais ajudaram no destaque tecnológico do país.

Através de um projeto nacional para equipar salas de aula com computadores, todas as escolas do país estavam online em 1998. Em 2000, o governo declarou o acesso à internet como um direito humano, e o acesso wi-fi se tornou comum. 

O setor privado também seguiu com os destaques: a venda do Skype para o eBay, em 2005, por US$ 2,6 bilhões, criou uma nova classe de investidores na Estônia, que fez dezenas de milhões de euros a partir de participações.

Hoje, o Tehnopol, um centro de negócios em Tallinn, a capital do país, abriga mais de 150 empresas de tecnologia.