Mercado de semicondutores deu uma caída, mas Intel se manteve no topo. Foto: Flickr.com/wired

O mercado de semicondutores faturou R$ 603 bilhões em 2012, queda de 2,6% sobre o ano anterior, segundo levantamento do Gartner. Entre os players do setor, a Intel manteve a liderança pelo 11º ano consecutivo.

Conforme dados da consultoria, a queda no valor total de rendimentos do setor se deve, em parte, a uma mudança no perfil de consumo, com aumento da venda de tablets e smartphones e queda na área de PCs.

Com isso, algumas movimentações ocorreram no mercado.

A Intel seguiu à frente, com market share de 16,4%, mas enfrentou retração de 3,1% na receita de 2012 sobre 2011 devido à redução das remessas de computadores, somando R$ 98,8 bilhões.

Se para a líder a queda nos PCs foi ruim, para outras, veio bem: a Qualcomm, por exemplo, se insere muito mais no mercado de tablets e smartphones, e em 2012 passou da sexta posição no mercado de semicondutores, que ocupava um ano antes, para a terceira, com fatia de 4,4% e deixando na poeira concorrentes como Texas Instruments e Toshiba.

No ano, a Qualcomm teve receita de R$ 26,5 bilhões, alta de 31,8% sobre 2011.

No ranking de 2012, o segundo lugar ficou com a Samsung, com 9,5% de participação global e receita de R$ 57,5 bilhões, aumento de 3,1% sobre 2011.

A Texas veio em quarto, com 3,7% de share e receita de R$ 22 bilhões; e a Toshiba em quinto, com fatia de 3,5% e receita de R$ 21,3 bilhões.

No topo da lista mundial dos semicondutores, a Intel mantém-se atenta a mercados diversos.
Mercados e regiões: a companhia tem atentado, por exemplo, para o segmento de saúde no Sul do Brasil.

Um dos investimentos foi feito pela Intel Capital, divisão de investimentos da fabricante de chips, na Pixeon, que tem sede em Florianópolis e é especialista em PACS (sigla em inglês para Sistema de Gestão de Imagens Médicas).

Com isso, a Intel entrou, em dezembro de 2011, no mercado de TI para saúde na América Latina.

Mais tarde, na metade de 2012, a Pixeon se fusionou com a Medical Systems, gerando uma empresa com carteira de mais de 1,2 mil clientes no Brasil, Argentina e Chile.

A fusão foi a segunda rodada de investimentos da Intel Capital na Pixeon.

Nenhum dos aportes teve seu valor revelado.