Ana Karina Bortoni Dias.

Banco BMG adotou o home office até o fim deste ano para todos os cerca de 1 mil  colaboradores do setor corporativo, além de introduzir mais trabalho em casa na rotina em 2021.

O trabalho remoto foi aderido pela empresa ainda em março, quando da introdução das primeiras medidas de combate à pandemia do coronavírus.

Para 2021, o BMG planeja um esquema híbrido de serviço, que abrangerá tanto a presença física do funcionário, em dias variados da semana, no escritório quanto o trabalho em home office. A quantidade de dias ficará a critério dos colaboradores.

"Temos que levar em conta as necessidades dos funcionários. Alguns preferem um, dois ou três dias de casa, outros querem comparecer todos os dias", diz a presidente do banco, Ana Karina Bortoni Dias.

Com isso, o banco deve enxugar o espaço destinado a escritórios. Entre as ações, há a expectativa de redução de andares e conjuntos, aumento dos "open spaces" e dos espaços de convivência, formatos que atendem melhor à nova dinâmica de trabalho.

"As barreiras psicológicas ao home office foram quebradas da noite para o dia. O trabalho em casa funciona bem quando há boas estratégias para manter os colaboradores engajados", explica Dias. 

De acordo com Dias, a observação do BMG é de que a produtividade dos funcionários se manteve igual, e em alguns casos até aumentou, durante o período de isolamento social.

Logo quando o home office foi adotado, o banco liberou as cadeiras de trabalho para que os funcionários as levassem para casa, proporcionando maior conforto no dia a dia da nova rotina, e substituiu o vale transporte por um valor mensal para auxílio com a conta de internet. 

A instituição também passou a oferecer aulas de ginástica laboral, de forma gratuita, para os colaboradores. Essas atividades previnem a má postura, esforço repetitivo e ainda contribuem com uma saúde corporal e mental melhor durante o trabalho.

Muitas empresas foram forçadas a adotar home office em grande escala e agora parecem estar considerando as vantagens de manter pelo menos uma parte da equipe no modelo.

Mas a maioria está sendo cautelosa, anunciando apenas a extensão de home office até o final de 2020, independente das orientações de quarentena.

O Nubank, por exemplo, já anunciou que os seus 2,4 mil funcionários poderão seguir em casa até o final do ano. 

A XP fez a mesma coisa para outros 2,7 mil, chegando a especular sobre se ir mais longe, mas sem anunciar metas ou prazos.

Outras companhias estão apostando mais forte em home office como o novo normal, sendo a que mais ousou até agora a Stefanini.

O projeto, batizado de Stefanini Everywhere, tem por meta que metade do time trabalhe em home office num prazo de 12 a 18 meses, sendo 60% dessa equipe de maneira permanente e outros 40% de maneira parcial.

É uma mudança enorme para uma empresa que tem 25 mil funcionários (14 mil no Brasil) e tinha antes da crise uma prática mínima de home office, limitada a 120 profissionais na Europa.