Com consórcio, Centro-Oeste também vai poder se esbaldar na fibra óptica. Foto: Flickr.com/91504560@N04

Em setembro, o consórcio formado por TIM, GVT, Embratel e Vivo vai entregar 2,2 mil quilômetros de fibra óptica para 30 pequenas e médias cidades da região Centro-Oeste do país.

A zona compreendida inclui as capitais Campo Grande, Cuiabá, Goiânia e regiões arredores, onde hoje a fibra óptica é inexistente ou tem oferta somente da Oi, informa o Convergência Digital.

Conforme o diretor de rede da TIM Brasil, Cícero Olivieri, sem o consórcio esse tipo de rede não se viablizaria, já que o custo chega a US$ 75 milhões e será rateado entre as três companhias.

Números divulgados pela TIM mostram que o Brasil tem pelo menos dois mil municípios, do total de 5560 existentes no país, sem fibra óptica.

E em grande parte da zona que tem a rede, há um único fornecedor, o que reduz a oferta de planos e produtos, além de prejudar a competição.

De acordo com Olivieri, o compartilhamento de redes entre operadoras não traz prejuízo, pelo contrário: ajuda a cobrir áreas ainda deficientes, criando mercado onde a competição se dará na ponta, com produtos e serviços.

Um mercado a ser criado com potencial, já que, como já declarou o presidente da Telebras, Caio Bonilha, Cuiabá e Manaus são as cidades-sede da Copa do Mundo onde há mais dificuldade para cumprir as exigências da Fifa, já que não estão na rota original do backbone da estatal.

Assim, o consórcio TIM, GVT, Embratel e Vivo pode muito vir a negociar acordo com a Telebrás, no que TIM e Vivo já não seriam iniciantes: as duas operadoras já têm um investimento compartilhado com a estatal na região Norte, integrando a região Manaus-Tucuruí, com meta de chegar a Macapá.